Galo da Pan doa brinquedos arrecadados em Encontro de Cinema

20 10 2009

DSC01655No dia 16 de outubro (sexta-feira) foi realizada a doação dos brinquedos arrecadados durante o 1º Encontro de Cinema Galo da Pan – Papachibé em Foco, para crianças que estudam na escola Maroja Neto (Av. Pedro Miranda, entre Chaco e Curuzú). A entrega dos brinquedos foi realizada durante a comemoração promovida pela diretoria da escola em virtude do dia das crianças, onde as mesmas puderam brincar durante a tarde, havendo dinâmicas, historinhas e outras atividades desenvolvidas por parceiros, que culminou na divisão das crianças em suas respectivas classes, onde as mesmas puderam lanchar, dançar e receber os brinquedos, juntamente com brindes.

Representando o curso de Comunicação Social da Fapan esteve presente a coordenadora do curso, Dayse Cunha Moraes, juntamente com Tânia Monteiro (docente da FAPAN) que coordenadora do projeto “Sala de Leitura” naquela escola e Acauã Pyatã, organizador e curador do encontro de cinema e diretor de redação do Blog Galo da Pan para registra e fazer as doações.

“É muito legal e gratificante notar o brilho nos olhos de crianças ao receberem estes brinquedos, que para os alunos que participaram do encontro veio a ter pouco custo, mas para os pequeninos, significa muito, onde alguns deles quem sabe pouco saibam o que significa poder ter um brinquedo novo, visto as dificuldades que suas familias enfrentam. Que bom que eles podem estar exercendo um dos direitos fundamentais de ser criança, que é brincar, ser feliz e sonhar.” disse Acauã.

Curiosidade

DSC01635 Foi notado durante o evento, alguns garotos que estavam mais dispersos para um canto em relação as outras pessoas, brincando ou quem sabe levando a sério a prática de dança de rua, onde estes conseguem executar vários movimentos bem legais, similares aos garotos mais velhos que se observa em São Braz, com destaque para o maior grupo de dança de rua de nossa cidade, “Amazon Bee Boys”.
A diretoria da escola informou que embora hajam turmas pelo turno da noite, é pelo turno da tarde o maior índice de violência e invasão a comunidade escolar, sendo flagrado pela câmera, uma forma interessante de apresentar resistência contra a pratica da violência. Isto talvez sinalize uma boa opção a ser explorada junto a estas crianças como forma didática para afasta-los da violência com aquilo que eles gostam e fazem, brincar e dançar.

Mais pela frente
DSC01652É intenção e ideia ainda a ser amadurecida, a criação de parceria entre a diretoria da escola Maroja Neto e discentes da FAPAN para o desenvolvimento de projetos sociais e pesquisa através de minicursos e oficinas com os pequenos alunos a fim de incentivar o potencial artístico, criativo e de desenvolvimento destes. A principio a ideia a ser discutida será a de levar alguns filmes de animação curta metragem paraense para a exibição em uma sessão de cinema para as crianças e uma tarde de gincana com jogos de rua (aqueles mesmos que brincava-mos quando criança: taco-boll, pira garrafa, queimada, pira camisa e etc…).

Enquanto tais projetos não ocorrem, ficamos contando com o apoio e participação de nossos amigos internautas que nos visitam e todos os que estiverem interessados em fazer parte do desenvolvimento de projetos que visem principalmente a comunidade, afinal de contas publicidade e propaganda não é somente produtos e serviços, mas quem sabe publicar sorrisos e propagar esperança.

Todas as fotos podem ser vistas clicando aqui, na galeria on-line da turma Darwin.

Matéria e fotos de Acauã Pyatã.





Era uma vez… o mercado, o comunicólogo e publicitário e a dona Ganancia

22 04 2009

Por Acauã Pyatã (CS1P34 – CSPP – 1º Semestre – Darwin)

comunicar1Estive refletindo profundamente acerca de vários temas tratados no ultimo grande evento que nós alunos da FAPAN tivemos a oportunidade de participar, que foi o ERECOM, acerca de vários temas, e um dos que mais me chamou a atenção e que sinalizou um fator importante e que influencia diretamente nossa relação quanto futuros profissionais e profissionais de comunicação social, é a questão de nossa formação. É um fato incontestável que nossas IES privadas que trabalham a formação de profissionais de comunicação social em suas diversas habilitações, e dêem-se nomes aos bois: FAPAN, FAP, FEAPA, IESAN e UNAMA (Existe um curso específico na FAZ de Produção Publicitária), trabalham o seu método pedagógico no sentido de preparar profissionais talentosos e aptos ao mercado de trabalho, somente.

Um fator de relevância e que muitos de nossos estudantes não atentam é que embora estudemos comunicação social com um foco específico (publicidade e propaganda, jornalismo, relações públicas e multimídia), nosso principal papel é acima de tudo desenvolver o fator comunicacional até seu potencial máximo dentro de cada proposta, e quando falo disto, não me refiro a formação voltada somente ao mercado de trabalho, onde se formam pessoas para saírem da sala de aula e abastecer as agências e outras pessoas de natureza jurídica com mão de obra qualificada, mas esquecem do fator principal da existência de uma instituição de ensino superior, que é trabalhar o fator humano, o ser humano em seu contexto e meio, ou seja, pesquisa e extensão. A muito não se tem notícias de avanços dentro das teorias de comunicação, tão pouco de novos modelos que venham a complementar ou revelar novas formas frentes aos já existentes, e este fator é preocupante, uma vez que não havendo promoção de pesquisa na área de comunicação, não se produz conhecimento, não se descobre e desenvolve novas frentes e jamais se avança num sentido de se subsidiar ferramentas que possam fazer cumprir o primoroso papel que objetiva nosso curso, fazer da COMUNICAÇÃO algo SOCIAL.

Quando falamos de comunicação existe o momento em que podemos parar e globe20in20hands_editedpensar, refletir num leque incrível de possibilidades que podem ser empregadas no sentido de melhorar ativamente a vida das pessoas, o que pode ser desenvolvido como resultado de teoria, ou seja PESQUISA, de forma concomitantemente prática, no momento de se executar o trabalho de EXTENSÃO, que é o justo momento onde nós estudantes saímos das asas de nossa instituição para cumprir o papel social da comunicação, que é ser uma ferramente de melhoria, transformação e integração social. Estes processos podem ocorrer de várias formas interessantes através de Blogs, rádios comunitárias, info-centros do projeto Navega Pará, ou simplesmente no bom e velho boca a boca com isentivos a praticas de mobilização comunitária. Dominamos sobremodo um dos maiores instrumentos de transformação do homem, que é o meio e ato de comunicar, somos profissionais com formação adequada para a utilização e emprego destes processos uma vez que repousamos um olhar critico e analítico sobre cada momento que ocorre num simples dialogo, ou no contato com signos, ou no simples sub entendimento da troca de olhares, e ai compreender isto acabamos por negligenciar nosso papel a nos omitirmos destas quase infinitas possibilidades de interação e integração do meio social e o homem que o compõe.

Agora voltando a parte que me compete como estudante e a que nos interessa aqui na FAPAN, como exemplo, a publicidade e propaganda. Publicidade se vale da propaganda como pilar base para a promoção e divulgação de produtos ou serviços, e seria somente isto, se não houvesse como eu disse outrora, a propaganda em foco. A propaganda é uma derivada da palavra PROPAGAR, e quando você propaga, não precisa necessariamente produtos ou serviços, mas acima de tudo, propagar CONCEITOS e IDÉIAS, e é justamente neste certame que se insere o estudante e profissional de comunicação social, habilitado em publicidade e propaganda, pois nossa área é a que mais domina e compete esta arte de apresentar, gestar e criar novas idéias e conceitos que inovem comportamentos, formas de pensar e agir, conhecimento e poder este que pode ser empregado para o bem, tanto quanto para o mal, que pode ser empregado em várias frentes sendo que uma delas é a promoção da democratização (acesso e participação, interatividade) da comunicação para pessoas em seus meios sociais de tal forma que que isso impacte a realidade deles, ou até mesmo podendo infelizmente se limitar, muitas vezes o que ocorre, ao mercado, que é justamente a parte menos interessante de todas as possibilidades de nosso saber como comunicólogos e futuros publicitários.

Ter uma formação voltada para o mercado é interessante sim, pois quando muitos adentram a vida dicente em uma IES, busca geralmente conhecimento e melhoria de vida, estamos recebendo conhecimento, investindo para mais tarde ter um retorno, mas a grande questão aqui que fica em pauta é: O que eu estou retornando neste momento para o meio que me rodeia?

Como estudantes de comunicação sabemos que nada tem a capacidade de se promover solitariamente, especialmente em nossa área de estudos, e de posse disso também podemos dizer que cada dia negligenciamos infinitas possibilidades que somem a nosso repertório não somente como estudantes ou futuros profissionais, mas como formação ética e cidadã em nosso repertório, pois temos este poder, de discutir e criar meios para que cada vez mais, a partir de poucas pessoas, muitas tenham acesso a uma COMUNICAÇÃO que deve sim cumprir seu papel SOCIAL.

Até a próxima.