Publicidade é venda? (parte III, o fim…)

26 08 2009

Por Ramon Kenny (2º semestre – CSPP – FAPAN – Hydra)

Certo dia, 25/08/2009, estava na sala de aula na faculdade quando numa explicação da professora, surge a seguinte expressão: Publicitário não pode ter preconceito!

É verdade, eu concordo com isso. Já pensou, eu daqui um tempo (curto, muito curto) atuando na área, e vem até mim um diretor do Clube do Remo e me pede pra fazer uma campanha para atrair mais torcedores aos jogos do Remo, mesmo eu sendo Paysandu apaixonado, devo deixar de lado minha paixão, e mergulhar de cabeça no que meu cliente deseja. Sem essa de “vira-casaca”, é meu trabalho, e devo encarar com seriedade. Mas, e quando eu quero difundir um conceito, uma ideia, um novo comportamento; devo fazer o quê?

Primeiramente você deve analisar o briefing do seu cliente. Após isso, inicia-se uma pesquisa sobre a ideia, o que as pessoas acham a respeito, o que elas sabem sobre o assunto, quais as classes a serem atingidas, consultar através de pesquisas em campo com as pessoas, o perfil que o cliente quer atingir, se são os jovens até 25 anos, pessoas maduras entre 35/45 anos, homens, mulheres, crianças. Alguns anos atrás, foi veiculado uma propaganda a cerca de preconceito aos portadores da síndrome de Down. A trilha do comercial é do grupo Radiohead (música fake plastic three). Eu considero a peça uma das mais perfeitas já produzidas no Brasil, pois agrega a questão de forma simples, direta e objetiva, e não é preconceituosa. Eles conseguiram aliar a sequencia de cenas com as legendas e a música, de forma que não dá pra ficar estático diante deste filme publicitário. É algo que emociona, no final, quando vemos que o Carlinhos é o garotinho especial, e o amigo é o garoto “normal”. É uma indução proposital, para que no final, o telespectador seja pego de surpresa, e tenha por um segundo a sensação de como é ridículo tal preconceito.

É algo emocionante, muito além de vender, veja abaixo o vídeo, e eu duvido que você fique indiferente. E se você ainda não viu, por favor, veja.





Ética na comunicação

17 07 2009

Por Ramon Kenny (2º Semestre – FAPAN – CSPP)

Ética…

Em meio aos atos secretos, em meio ao “tô me lixando pra opinião pública”, vamos vendo exemplos do que é não ter ética. E o quer seria essa tal de ética, na comunicação, por exemplo?

A comunicação deve ser compreendida, antes de tudo, como uma necessidade, pois se temos fome, buscamos alimento, se estamos sentindo alguma dor, procuramos um médico. E é o ato de se transmitir, passar informação, ideias, desejos, anseios, e tudo mais que quem emite a mensagem queira passar a quem vai recebê-la. Mas e a ética, entra em que momento? A meu ver, na veracidade das informações que você vai repassar (ou tentar) para seu receptor ou receptores. Agora eu jogo a pergunta mais direcionada pra você que lê: existe ética nos meios de comunicação da nossa capital?

Como diria meu camarada Einstein, relativo… relativo. Aqui na Cidade das mangueiras existem dois grandes grupos políticos, o grupo ‘O’ e o grupo ‘J’ (óbvio né!?) e uma mesma informação é passada de forma diferente nos dois meios: seria isso ético? falta de ética? ou simplesmente é pra atender aos interesses de cada grupo, de modo a continuarem sua hegemonia regional? Haveria, olhando por outro lado um dado ‘agendamento’ no enfoque as notícias por cada grupo, de modo que sempre sejam esses grupos que dominem os meios de comunicação da capital (jornais, rádios, tv’s) e mantenham este domínio? Existindo assim, uma espécie de acordo quanto à linha de atuação de cada empresa, de modo a manter suas receitas?

Agora falando sobre as grandes redes que detém os meios de comunicação nacional, será que também eles fazem isso? E se fazem, será que é ético?

Bem, eu considero que pra ser ético, antes de tudo, precisa ter caráter, e entenda-se caráter por assumir o que pensa o que faz, e respeitar a opinião contrária, e assumir os próprios atos.

Bom, tem muitas colunas que jornalistas escrevem e não assinam, só pra dar exemplo e não me alongar, eu não preciso dizer o que eu penso né? E você? Antes de querer ser esclarecedor, eu quero é provocar debates, confronto de ideias, de pontos de vistas, afinal, não sou dono da verdade, mas acredito que através de debates podemos chegar em um lugar próximo não de definir o que ética,mas de buscarmos meios de comunicação com atitudes éticas.





“O final você decide” (risos)

11 07 2009

Por Acauã Pyatã (em fim… CS2P34 – CSPP – 2º semestre)

Enquanto escrevia a página do editorial, fui velado a refletir sobre várias coisas que ao longo do ultimo semestre pude observar no curso de comunicação social, seja em qualquer uma de suas habilitações, não somente na FAPAN, mas em todo as as instituições de ensino superior particulares, pelo menos de nossa cidade,e então me recordei de outros três artigos que já havia escrito aqui em outras oportunidades, são eles:

Estes três artigos discutem a questão da comunicação como um elemento em uma perspectiva não mercadológica e mais humanística, e fazendo este aparato de reflexões e de elementos que agora,

reflexao

após a edição do editorial deste blog, me ocorreu que é a hora de falar de um tema importantíssimo, que mutias vezes passa desapercebido, que é a qualidade da formação do comunicador.

Antes de começar, acho importante primeiro determinar o significado das palavras chave: qualidade, formação, acadêmica, mercadológico e humanístico. Qualidade se refere ao conjunto de características que atribuem um valor positivo a algo, formação afere a condição de se construir algo ou alguém, mercadológico diga-se de forma clara e enxuta: vendas e lucro, por fim, humanístico remete a condição do ser humano de ser humano e perceber tal humanidade de seus pares. Agora que já deixamos isto claro,pensando vamos ao que interessa.

Observamos que na atualidade a comunicação é a chave base que faz o mundo girar, sendo o principal canal em que flui a economia mundial, que diga-se de passagem, se dinamiza a medida que a comunicação e tecnologia evolui, sendo desta forma a comunicação vista como algo de domínio extremamente mercadológico, onde a exemplo especialmente da publicidade e propaganda, nossa competência aqui, existe o mito errôneo de que publicidade e propaganda é simplesmente através de métodos que proporcionem anúncios possa se obter lucro através da venda de tais produtos e serviços. Um erro estúpido e cabal.

Esse texto que é a comunicação, inserido nesse contexto estritamente capital e mercadológico causa reflexo direto na forma como a acadêmia reage no momento de formar os futuros comunicólogos habilitados para jornalismo, publicidade e propaganda, multimídia, relações pública, rádio, tv e cinema e etc. Podemos observar hoje, que em nossos cursos, não somente de comunicação mas é aqui o que é instrumento de discussão, a priorização da formação de profissionais voltados para atender o mercado de trabalho, com cursos em que se contempla em sua carga horária semanal horas de aula em que a técnica são fundamentais como por exemplo: ambientes de marketing, jornalismo institucional, técnicas de fotografia e outros, acabando assim por se dar menor importância a matérias que no mínimo são tão importantes como: psicologia, antropologia, sociologia, realidade socio-econômica e prisaopolitica da região, e claro, não posso deixar de referir, disciplinas voltadas para a questão do homem amazônico e o meio social em que ele vive.

Muitas vezes alguns alunos se perguntam: “Pra que eu vou estudar sociologia ou antropologia?”, “de que isso vai me servir na hora de faze rum comercial? De produzir uma peça?”. Bom, eu nem precisaria responder, mas devo. Tendo em vista que primeiramente a acadêmia, antes de mais nada, não é um lugar que prioriza a formação de profissionais, mas sim um berço (em teoria deveria ser) de mentes pensantes, criticas, livres, abertas e em especial, que ampliem e melhores conhecimentos já existentes, ao ponto de gerar até mesmo novos conhecimentos, teorias e métodos. O espaço de uma universidade e/ou faculdade é um local para que as pessoas expandam seus horizontes, e não o limitem. Fazer propaganda é muito mais do que vender produtos e serviços, ou fazer propaganda institucional, é acima de tudo difundir ideias e conceitos. Imagine você até onde pode ir a qualidade de uma propaganda produzida por um publicitário que conhece e é sensível a realidade em que as pessoas naquele meio em que o anuncio será veiculado se insere? Que proporções pode tomar o alcance do ato de comunicar, quando simplesmente a técnica é suplantada pela sensibilidade e o olhar diferenciado acerca daquilo que justamente toca e interessa as pessoas? Quando você compreende como eles sentem, pensam e principalmente, como repousam seu olhar acerca do mundo que os rodeia, e como eles se relacionam com ele e como deixam-se ser construíveis por esse meio, você simplesmente terá a capacidade de comunicar a estas pessoas, cada um destes, seres individuais com características e sentimentos próprios, aquilo que vai muito além de imagens e enunciados, mas que transpasse as barreiras do simples olhar e entender e se traduza em sentimentos internalizados que diga tudo sem ao menos precisar ser explicado, produtos e serviços? Não! Conceitos e ideias.

Eu pessoalmente deposito minha opinião pessoal totalmente contra a formação mercadológica em nossas IES, pois se olharmos a comunicação como ela é de fato, e suas diversas habilitações, como uma liberdadeciência SOCIAL, como a própria nomenclatura do curso faz questão de gritar: comunicação SOCIAL, vamos perceber que não é a disciplina de marketing, nem de composição e projetos gráficos, nem de produção de texto publicitário que nos dará tal capacidade, mas sim as de filosofia, sociologia, antropologia, psicologia e similares, que nos possibilitaram usar as disciplinas técnicas como instrumento efetivo de contemplação social da comunicação e do comunicólogo.

Tendo em fim este ponto como base, sinto-me totalmente seguro para tecer a afirmação pessoal que irei dividir agora, opinião pessoal minha, que pode ou não ser considerada por vocês caros leitores: A comunicação como elemento social, que é o que é, é composta por um conjunto de elementos que tem apenas um alvo, o ser humano no meio em que convive e seu constante aperfeiçoamento através do ato de compor seu meio e de ser composto por ele, logo, através do ato de comunicar algo e ser receptor de uma resposta desta mensagem a qual passou ao seu meio, e vice e versa, ficando a questão mercadológica apenas como um mero elemento consequente. Dinheiro? Sucesso? Visibilidade? Prêmios como Cannes? Isto tudo é importante, contudo, não é o principal, pois o principal se revela no ato do comunicólogo, como pesquisador e estudante do fenômeno eterno e infinito que ´a comunicação, acabar por compreender como isto pode ser elemento de primazia e aperfeiçoamento humano e social, sendo as demais coisas, apenas meras consequências de um trabalho bem sucedido com base no objeto da comunicação, o homem e sociedade.

O meio acadêmico, durante toda a historia da humanidade tem sido baluarte e berço de grandes descobertas e evoluções para a raça humana, e ao desassistir a formação humanística em detrimento a uma doutrina capital em favorecimento ao mercado de trabalho, acaba-se por negligenciar pesquisa e extensão, impedindo a produção de novos conhecimentos, o que infelizmente hoje é uma realidade.

estudanteCompete a cada estudante de comunicação decidir entre as duas opções: ou você fecha os olhos e se importa com você e seu pedaço mediócre de papel no final do curso, que simplesmente não define nada, ou você realmente desperta para as possibilidades de descobertas que a comunicação pode proporcionar, onde você trocará algo com o meio, e este meio responderá positivamente também trocando algo com você, o que te fará crescer e ser uma pessoa melhor. Por mais que a sociedade te force a caminhar nessa corrida sedenta por um pedaço de papel que chamamos de dinheiro, o dinheiro não tem mais valor que ideias e conceitos, que ideais e personalidade, a não ser que você decida que tais características que você possua estejam a um valor menos significante que um pedaço de papel. O dinheiro de nada vale, se não puder ser utilizador com sabedoria, e sabedoria não se tem, se constrói ao longo de toda a vida, se constrói com troca e recebimento de informações com o meio em que se vive, em suma, se constrói com comunicação, quem vai te formar mais um publicitário ou quem sabe “o comunicólogo”, é você mesmo, não disciplinas ou pessoas. Mas você já sabia dessas coisas não é?

Enquete

É um projeto de reforma curricular dos cursos de comunicação social, reduzir a graduação de 04 (quatro) anos para 03 (três) anos e meio, com isso se daria maior visibilidade as matérias de cunho técnico e se enxugaria as matérias de cunho mais socio-humanisticos.






Quando eu crescer, quero trabalhar em propaganda

13 06 2009

Por Acauã Pyatã (CS1P34 – Darwin / CSPP / 1º Semestre)

Bom, este artigo tem um cunho bem mais reflexivo. Fuçando a internet atrás de alguma coisa interessante para dividir com vocês acerca de nosso universo acadêmico e futuro profissional, achei um vídeo na internet que ao mesmo tempo que é engraçado, possui humor negro, faz um apelo ou critica a forma como todos os publicitários(as) tem que trabalhar ao redor do mundo e quem sabe faz um alerta a mudanças e reflexões que tem que ser trassadas dentro de nossa futura classe trabalhista e que devem sim, ser discutidas dentro da acadêmia como assunto de domínio e interesse de comunicólogos e publicitários.

Este vídeo produzido pelo Meyocks Group, para a abertura do ADDY Awards, é uma paródia da antiga campanha de um consagrado site de empregos, o Monster.com, que satiriza a forma com que publicitários e propagandistas devem viver sua vida profissional, ou como são forçados(as) a fazer-lo.

O Interessante, além de engraçado para não dizer trágico é que percebo que o que ouço de colegas nos bastidores de agencias de comunicação, produtoras e fornecedores na verdade é uma problemática de nossa classe trabalhista a nível mundial, e isso para mim, sinaliza apenas uma coisa, que devemos nos organizar e sermos mais fortes e menos individualistas.

Meu objetivo com este artigo não é desestimular ninguém, nem tão pouco criar um insurreição trabalhista embora isso seja muito interessante, contudo, é convidar vocês colegas e profissionais que visitam este blog a realmente refletirem numa questão que levanto agora: “Como é de fato ser publicitário?”.

É uma profissão maravilhosa, com seus altos e baixos como todas as demais profissões, mas que de repente mereça um pouco mais de valorização para aquilo que fazemos, que é criar e gerir um mundo de ideias e conceitos, de visões e pensamentos. Afinal de contas, quanto vale isto? Até onde somos e como deveríamos ser valorizados? É bom refletirmos sobre isso. Com vocês o vídeo.

Uma outra dica. Comentem este artigo porque creio eu que mais do que nunca, agora se vale a opinião de cada um de vocês. Abraços





A grande idéia

22 05 2009

Por Renan Câmara (CS1Q34/Hydra – CSPP – 1º Semestre)

ideia

Como seria bom se tivesse uma fórmula para ter boas idéias, para transformar produtos em sonhos, para “vender” conceitos e valores, enfim, tudo o que é preciso para um publicitário.

De fato não existe uma fórmula milagrosa de idéias, o que existe é uma maneira de “potencializar” (vamos dizer assim) a criatividade, mas como fazer isso? Não é tão difícil quanto parece, o que precisamos e ter referências, precisamos ter um vasto repertório, e o que é esse tal repertório? Vez ou outra os professores falam de repertório, repertório nada mais é do que uma coleção de informações colhidas ao longo da vivência de cada indivíduo.

Para engrandecer o seu portfólio de idéias, para se ter um leque mais abrangente de conceitos, precisa-se agregar o maior numero de informações a ele. Então leia, ouça, veja, sinta, viva (parece até música da Pitty) e não tenha preconceitos em relação a aprendizagem, afinal de contas toda informação é útil (pode acreditar nisso!) para a construção de um profissional qualificado e de um cidadão responsável.