Opiniões divididas! Qual o destino das mídias?

8 01 2010
Artigo de Acauã Pyatã

Em uma das comunidades que participo, especificamente uma que trata de publicidade e propaganda, pude acompanhar e participar (sem muito a adicionar ao assunto) de um tópico que tratava de novas mídias vs. mídias convencionais, tendo como foco da discussão o fato de novas formas de mídia acabarem substituindo as atuais. Como exemplo podemos citar o caso dos jornais de papel vs. os virtuais,
que em Belém temos apenas um jornal de circulação estadual que disponibiliza o seu conteúdo na integra para o leitor em forma digital sem cobrar custo algum por isso, fato que não acabou por facilitar o acesso ao periódico. Pude apurar em pesquisa realizada por conta própria, que o leitor paraense ainda prefere o prazer de sentir o papel em suas mãos enquanto toma café de manhã do que acessar o conteúdo on-line. Dentre os jovens e adolescentes, muito pouco pode ser apurado, afinal a maioria dos entrevistados não tem costume de ler jornais, sendo a minoria restante divididos entre os que preferem o jornal impresso e os que aderiram ao formato digital. Isto apenas serve de retrato do comportamento do consumidor de meios midiáticos de nosso estado, que ainda mantem o costume de ler o bom e velho jornal impresso e reforça ainda o que todos nós já sabemos, que os jovens e adolescentes de nossa cidade não tem costume de ler jornais.
Ainda no tópico que me referi no inicio do artigo, que tratava dentre outras coisas, do fato da publicidade na web em 2015 superar a dos jornais, diz João José, publicitário paulista de longa experiencia na área de mídia, que tal alegação é irreal, como poderemos ver no conteúdo postado por ele:

Não vai.
Acredito que não vai.

Em 2008, os jornais receberam 15,9% dos investimentos publicitários no Brasil.
E a internet recebeu 3,7%, dos 21,4 milhões de reais investidos em mídia.
A TV ficou com 58,2%.

Neste ano, a web cresceu, sim, mas os jornais também tiveram aumento de faturamento e de circulação – como já vimos por aqui.

A web poderá superar os jornais e vai, mas ainda vai levar tempo – em termos de faturamento publicitário.

JJ

Após discussões, contra pontos, o mesmo usuário postou um vídeo a fim de reforçar seu argumento:

Ao analisar o tópico pude perceber dentre as opiniões, todas de estudantes ou de profissionais da propaganda, que a grande maioria está apostando na macro tendencia de novas formas de mídia poderem substituir as convencionais, alterando assim a forma como se faz e conhece propaganda e publicidade. Tenho observador no decorrer de meus estudos e atuação como profissional da área de publicidade on-line, que o comportamento do consumidor em relação a propaganda virtual e interativa tem apresentado gráficos que alcançam picos cada vez mais altos, arriscando até afirmar que tais forma de propaganda tem-se feito mais atrativas devido as novidades que oferecem em relação aos meios de mídia comum. Tratando da realidade nacional e especialmente local, afirmo que o Brasil irá assumir um posicionamento por parte do consumidor favorável as novas mídias e a propaganda nelas, mas por questões sócio-econômicas e culturais não será tão cedo que por aqui (Brasil e especialmente Belém), tal publicidade superara a das mídias comuns (rádio, TV e impressa).

e-reader

O povo paraense em especial tem o costume de manter viva tradições, o que é reforçado ainda pela questão econômica local, não permitindo que o paraense tenha acesso aos meios que o ponha em contato com as novas mídias e sua forma de fazer propaganda de forma facilitada. No exterior estão sendo lançados equipamentos que tem por objetivo facilitar a vida de usuários que preferirem ler livros no formato PDF ou como são chamados, os e-books, onde e quando quiserem sem precisar exatamente ter um computador consigo para isto. Este aparelhinho se chama e-reader, e tem um preço médio de US$ 250,00. Outra novidade que já está pintando também aqui no Brasil, são os equipamentos que permitem a leitura de jornais como New York Times, Folha de São Paulo e Estadão, com acesso via internet, tudo em tempo real na palma da mão, essa novidade se chama Kindle DX, que em uma tela de 9,5′ exibe jornais virtuais e ainda da suporte a arquivos PDF (e-books). O equipamento está custando a bagatela de US$ 485,00 o que deve ser algo em torno de R$ 1.700,00. Podemos observar com base nos preços que realmente os brasileiros, muito menos os paraenses terão acesso a estes “mimos” tão cedo. Considerando que a maioria da população além de não possuir condições financeiras para aquisição destes bens, embora todas as facilidades que possua (como poder baixar milhares de livros gratuitamente no formato e-book), não possuem também conhecimento técnico para operacionalizar tais tecnologias, observando ainda que é justamente esta maioria populacional que consome maior fatia de produtos e serviços, e são a eles que a publicidade de massa se direciona, fica claro que por enquanto, os meios comuns de mídia e as formas tradicionais de propaganda estão a salvo e não correm nenhum risco, podendo ainda quem sabe, perder espaço nos segmentos de classes A e B, que tem acesso aos dois fatores (técnico e financeiro) que possibilitem o emprego destes recursos, mas isto é questão de segmentar publicidade virtual e de novas mídias especifica nos meios para o público específico que se utiliza deles.Contudo, Belém não está morta e parada em relação a novas formas de propaganda. Uma novidade aqui, que está em voga em várias capitais brasileiras a muito tempo, é a famosa sinalização digital, que vem chamando a atenção das pessoas que transitam por espaços como Pátio Belém,

Tela LCD no shopping Doca, mídia in play - Foto do Diário do Pará

Shopping Doca, farmácias Big Bem, elevadores de alguns condomínios da cidade e outros espaços, onde podemos encontrar telas em LCD que exibem vídeos publicitários. Está tecnologia funciona através de centrais com servidores que tem a capacidade de direcionar os vídeos publicitários de interesse especifico para o segmento que frequenta o local em que as telas estão instaladas, logo é uma alternativa barata, livre, pública e interessante de se fazer propaganda segmentada e de massa. Imagine você em um elevador, sem nada para ver de interessante, logo você terá sua atenção presa pelo que houver de mais dinâmico naquele espaço, que seria a tela LCD, que estará exibindo propaganda, que de uma forma ou de outra foi levada ao público.

Tais situações são interessantes, e estas discussões são fundamentais para todos nós que somos estudantes de comunicação social, em especial de publicidade e propaganda, pois embora as coisas aqui andem em passos de tartaruga, tome cuidado, ficar antenado com as novidades nacionais e internacionais pode garantir um vantagem a mais na hora de oferecer para seus anunciantes aquilo que a eles muitas vezes faz toda a diferença, anunciar com novidades e criatividade.

Espero que tenham gostado do meu primeiro artigo de relevância deste ano, gostaria que comentassem expondo a opinião de vocês. E então? A publicidade na internet e das novas mídias irá superar as das mídias tradicionais? Agora é com vocês! Abraços!

Links:

Para saber mais sobre o e-reader click aqui.

Para saber mais sobre o Kindle DX clique aqui.

Fontes: Fotos da Info online e Diário do Pará e argumentos do post.





1º Encontro de Cinema Galo da Pan – Papachibé em Foco

7 10 2009
alunos

Alguns alunos no primeiro dia

Certamente uma das experiencias mais enriquecedoras do meio acadêmico são aquelas que nos possibilitam ir além da teoria vista em sala de aula, podendo praticar a interdisciplinaridade e literalmente por a mão na massa, fazendo aquilo que amamos: Comunicação. O 1º Encontro de Cinema Galo da Pan, com o tema Papachibé em Foco foi um projeto concebido com a ideia de levar para dentro da acadêmia a magia que gera simulacros, transpõe realidades e choca, causa reflexão, emociona, e acima de tido emite uma ideia a ser carregada muitas vezes pela vida toda, e isto se chama cinema, e foi o que ocorreu nos dias 16, 17 e 18 de setembro de 2009 no auditório Ursa Maior na FAPAN, onde os alunos puderam conhecer essa magia presente muitas vezes no cotidiano deles, ali do ladinho, através de ângulos e visões de nossa cidade que muitas vezes passam desapercebidos. Bem, eu não preciso falar que o encontro tinha como foco total o cinema paraense, afinal sou suspeito, pois a minha intenção era justamente esta no momento em que foi pensado neste tema. Daqui por diante iremos os três, eu (Acauã Pyatã), Willy Renan e Ramon Kenny, tentar dividir com vocês de forma bem humorada como se deu está experiencia do lado de traz da telinha, do lado da organização, e como foi um tanto dificultoso, oneroso, contudo delicioso dividir e possibilitar aquilo que muitas vezes somente o olhar artístico debruçado sob a técnica, com uma ideia na cabeça e uma câmera na mão podem revelar o oculto, de um cinema ainda criança, mas com potencial para se tornar um dos mais ricos do país, o cinema Papachibé.
Começarei comentando com você como a ideia nasceu, na sequencia teremos o aparato de cada um dos meninos e no final farei uma conclusão, espero que tenham paciência de ler, pois de fato é muito delicioso mais uma vez, poder dividir e sentir juntamente com vocês, a forma como se faz essa magia. Vamos la!

eu,dayse e vidal

Dayse Cunha, Jorge Vidal e Acauã Pyatã

Uma ideia na cabeça, e uma tentativa de expressão
Durante as férias de julho de 2009, sem nenhum dinheiro no bolso para viajar, desempregado e tentando arrumar o que fazer, na frente do computador entre uma twittada e outra me ocorreu uma coisa, em tentar explorar um pouco mais da minha paixão por cinema, mesclada a minha louca paixão pelas coisas locais de forma efetiva, e conversando com um amigo no MSN sobre questões sociais, ele comentou que estava pensando em fazer um evento beneficente, daí então me ocorreu de fazer um evento sobre cinema, mas não somente isto, cinema paraense, e tentar convencer a coordenadora do curso a permitir que eu fizesse o evento na faculdade. A principio eu não sabia como nem com quem, apenas sabia que queria fazer, tanto que na ideia original que tive o evento se daria apenas durante um dia (na verdade uma noite), e com posse disso fui pensando e comecei a “brincar” com a ideia, bolar uma identidade visual, criei um tema (Papachibé em Foco) e até preparei um vídeo, um comercial sobre o evento. O curioso é que eu ainda não sabia o que fazer, como fazer e nem quando, e dessa brincadeira a coisa foi se formatando, resolvi pesquisar mais profundamente sobre cinema local e no decorrer dos dias, ideias foram surgindo, ao passo que quando percebi, 01 dia não seria suficiente, tal que no meu projeto acabei fechando em 03 dias, onde convidei Jorge Vidal (grande parceiro nesta empreitada), o Renan contactou Lucas Escócio, curador jr. Do festival do minuto em Belém, e eu já tinha visto um trabalho de um grupo de teatro chamado Teatro do ofício, que após tentar varias vezes contato de forma frustrada, acabei esbarrando com alguns atores dos vídeos num coletivo durante um domingo quando ia para o Solamar. A ideia surgiu assim, como pura sinergia do que ter para se fazer, aqui na frente do meu PC. Mais tarde com a ideia formatada convidei os meninos, apresentei o projeto, e pronto! A magia aconteceu.

No primeiro dia de evento tive a oportunidade de entrevistar Jorge Vidal, Cineasta Paraense, diretor do Curta Matinta Pereira, o que foi uma experiencia impar para todos que participaram. Principalmente porque vocês não sabem dos atropelos que houveram, o que irei contar agora.

leona

Elenco de "Leona" juntamente com alguns alunos e os meninos do blog

Situações estranhas, engraçadas e muito… mas muito desesperadoras
Com certeza a experiencia de realizar um encontro como estes colocou a mim e aos demais colegas em situações de tensão, desde as mais simples, como ter isso para uma parte bem estranha e periférica do bairro do jurunas conhecer os meninos da “Leona – Assassina Vingativa” e claro, situações mais “trash” durante o evento, como os vídeos não funcionando, 4 ou 5 computadores trocados durante o evento para conseguir produzir o vídeo e as 16 vezes ao todo que subi e desci aquela escada da FAPAN, do terceiro andar ao primeiro, diga-se de passagem que correndo, sendo que somente no segundo dia, fiz esse percurso 11 vezes, da Ursa Maior até o cyber próximo ao bar do Getúlio, para garantir que os filmes da “Leona” fossem exibidos. Uma situação que eu considero digna de nota e de todos os louros e créditos foi a forma como Ramon Kenny conseguiu estender a entrevista e conduzir a situação com maestria durante o segundo dia, ao entrevistar no 1º bloco Lucas Escócio e seu amigo, quando pedi encarecidamente que ele segurasse a situação enquanto eu corria e me desesperava atrás desses filmes, naquele dia de fato e direito, ele foi peça fundamental para que tudo ocorresse bem.

renan

Wylli Renan entrevistando Cia. Teatro do Ofício

Apesar da correria, sinto saudades (Wylly Renan).
Quando o Diego (mais conhecido como Acauã) me falou do que se passava na sua cabecinha, logo vi que seria um desafio, mas também seria uma experiência recompensadora.
Depois de avisado do projeto, logo corri atrás de ajudar no que fosse possível. Entrei em contato com o Lucas Escócio curador Jr do Festival do Minuto de Belém, havia me lembrado dele de uma palestra que assisti do criador do festival onde o Lucas se fazia presente. As negociações com o Lucas correram muito bem e ele pareceu muito disposto a nos ajudar.
Outra coisa em que ajudei foi na criação da mascote do evento, um amigo meu o desenhou encima de um conceito inventado por mim, esse galo ilustrou (e ilustra até hoje) o blog no banner responsável pela divulgação do evento.
Dia 18 o meu dia de ser o entrevistador, nos dias anteriores Ramon, Acauã e Ysami que deram os rumos das entrevistas, mas no último dia era a minha vez.
Confesso que fiquei meio decepcionado com a evasão do último dia, poucas pessoas compareceram ao encontro, sexta-feira é assim mesmo né! Mas foi legal, pois foi o dia em que a platéia mais interagiu com os convidados. Dessa vez a entrevista se deu com o pessoal do Grupo Teatro de Ofício. Eles produziram a Pensão dos Artistas Fudidos, uma série quem tem como objetivo tecer uma crítica a falta de incentivo a arte no estado.
Ah já ia me esquecendo, nesse dia a professora/coordenadora Dayse nos presenteou com o quê o meu amigo Ramon batizou de Papachibé de Ouro, uma plaqueta bem bacana.
E as maiores recompensas de todo o nosso esforço foram as relações que estabelecemos e a experiência que vivemos, sem contar no reconhecimento de alguns de nossos colegas.
Então eu agradeço primeiramente ao pessoal do Blog (Acauã e Ramon) pelo esforço em organizar o evento; Ao nosso colega Ysami que deu uma força na organização; Aos convidados que engrandeceram o nosso evento (Jorge Vidal, Lucas Escócio, Homero, o pessoal da “Leona, assassina vingativa” e o pessoal do Grupo Teatro de Ofício); a Coordenação do curso de Comunicação Social, mais precisamente a coordenadora Dayse Cunha, que nos deu todo o apoio e estrutura; Aos colaboradores da FAPAN que nos deram uma força na organização nos dias do evento; Aos nossos patrocinadores (Pito’s e Eddy Ótica);O meu amigo e parceiro Adriano Henrique Bastos Muniz que desenhou a mascote do evento; E por fim aos nossos colegas que compareceram no encontro.
Valeu mesmo e até o ano que vem com mais um Encontro de Cinema Galo da Pan.

Papachibé de Ouro (Ramon Kenny).

Ramon Kenny entrevistando Lucas Escócio e seu amigo cineasta.

Ramon Kenny entrevistando Lucas Escócio e seu amigo cineasta.

A iniciativa de trazer pessoas de fora da FAPAN para falar de cinema e produção áudio visual foi um tiro certeiro no que diz respeito a agregar conhecimento e trocar experiências.

No dia 17 de setembro, (confesso pra vocês foi o dia mais ‘punk’, pelo menos pra mim), os convidados foram Lucas Escócio, curador do festival do minuto em Belém, e o pessoal que gravou o vídeo da “LEONA- A ASSASSINA VINGATIVA” que está fazendo um grande sucesso no you tube com milhares de acessos não só daqui de Belém, mas de outros estados e até de outros países, com cópias inclusive sendo postadas.

Bem, agora vou explicar o motivo pelo qual eu considerei este dia o mais ‘punk’. A noite começou com um bate-papo com o curador do festival do minuto em Belém Lucas Escócio, que de quebra trouxe um amigo (Homero) que é diretor de cinema, e acrescentou demais no papo. O Lucas falou de como foi selecionado para ser curador, de como é selecionar os vídeos, eu tinha uma pauta com cerca de 10 perguntas, e quando elas acabaram chegou um bilhetinho que dizia o seguinte: Segura mais uns 10 minutos por causa de problemas técnicos…Eu pensei que o mundo ia acabar naquele momento! E piorou quando eu olhei pro lado, e não vi ninguém da organização! E não tinha mais as perguntas da pauta!Mas, graças a DEUS, o Lucas trouxe um amigo, o Homero que é diretor de arte, e falou sobre a parte de dirigir filmes, de produzir, acrescentou de forma ímpar o debate, e de repente, como se fosse uma sessão ‘espiritual’, as perguntas brotavam (detalhe é que, o público participou com UMA pergunta, UMA!) como se fossem mensagens psicografadas, mas no final do debate, com os problemas técnicos resolvidos, todos da organização no meu campo de visão, pude encerrar o debate que foi bastante rico.

O cinema é uma forma de comunicação, uma forma de arte, e o encontro (na minha opinião) acrescentou e muito na parte extra curricular do nosso curso de publicidade, pois precisamos saber como funcionam as técnicas da 7° arte para depois podemos aplicá-las em peças publicitárias.

Bem, eu quero agradecer ao Renan da turma Hidra, e ao Acauã e Ysami da turma Darwim que foram os alunos organizadores do evento( tudo bem, eu não posso agradecer pela minha participação na organização, mas vou sinalizar que participei aqui entre parênteses, Ramon da turma hidra) e fazer um registro: A professora Dayse, no início do último dia do festival resolveu agradecer aos alunos que organizaram o festival, até aí tudo normal. Mas, ela foi além, e resolveu presentear a cada um dos organizadores com uma plaquinha, que eu carinhosamente batizei de “PAPACHIBÉ DE OURO”. Eu confesso que estava feliz simplesmente pelo motivo de conseguirmos realizar o evento mesmo com os problemas técnicos que surgiram, e receber a plaquinha foi o algo do tipo tem coisas que o dinheiro não compra.

Conclusão.

Como disse no inicio, experiencias que constroem. O 1º Encontro de Cinema Galo da

Ramon pousando junto ao banner do encontro.

Ramon posando junto ao banner do encontro.

Pan com certeza fica na historia da instituição e deste blog como um marco e demostração de poder criativo e de vencer desafios dos alunos que compõe este curso. Embora tenhamos tido inúmeras dificuldades, e ainda estou tendo para organizar a questão dos certificados, tenho certeza que a segunda edição ano que vem será muito mais interessante e organizada. O mais engraçado é ter percebido que embora tenham havido inúmeros atropelos, as pessoas não perceberam nada, logo o espetáculo exposto através da telinha do cinema paraense foi um sucesso, e acredito que o próximo no mínimo será melhor.
Gostaria de agradecer a todos que colaboraram, a Dayse Cunha e suas auxiliares que deram todo o apoio e estrutura através da coordenação do curso, aos patrocinadores Pito’s Lanches e Eddy Ótica, sem os quais o evento não teria tanto brilho, a Jorge Vidal, Lucas Escócio e cia, elenco de “Leona: Assassina Vingativa, Cia. Teatro do Oficio e claro, a Willy Renan, Ramon Kenny e Ysami (que caiu de paraquedas na ideia e muito bem vindo) que ao comprar a ideia me deram uma forma fundamental, sem os quais o evento não teria tido o caráter impar que teve.
A todos muito obrigado e nos vemos no encontro de cinema do ano que vem, e não se esqueçam: “uma câmera na mão, uma ideia na cabeça e papachibé em foco!”.

Ysami e o Papachibé de Outro

Ysami e o Papachibé de Outro

Mais uma vez muito obrigado a todos que participaram e ajudaram a tornar este evento um projeto concreto e real. Logo mais postaremos um artigo informando do destino dos brinquedos doados. Um abraço!

Acauã Pyatã
Diretor de Redação Galo da Pan, Organizador e Curador do 1º ECGP.

Mais sobre o Encontro





Dia das crianças retrô

21 09 2009

O dia das crianças está chegando e, para comemorar a data, a C&A preparou uma campanha coloridamente divertida, totalmente inspirada no estilo retrô da década de 1960. Como já é tradição na companhia, a promoção “Leve 4 peças do infantil e pague 3” está de volta. E a DM9DDB foi a agência responsável pela criação da estratégia publicitária que divulga a promoção.

Anúncios em revistas, material de ponto de venda e filme já podem ser apreciados, desde o último dia 16, nos veículos de comunicação e nas lojas da rede.

No comercial para televisão, ambientado em uma lanchonete tipicamente americana, crianças cantam e dançam animadamente entre mesinhas, neons e garçonetes que deslizam com seus patins pelo chão xadrez do ambiente.

Além de divulgar a promoção que, como o nome antecipa, presenteia com uma peça do mostruário infantil os clientes que adquirirem três modelos da coleção, o filme anuncia também que os compradores ainda concorrem a diversos prêmios da linha Barbie ou Hot Wheels. Para participar, é preciso preencher um cupom em qualquer unidade do grupo e responder à pergunta: “Qual a loja que deixa todas as crianças na moda?”.

Os brindes, num total de 3.675 itens, são dos mais variados – vão de boneca à pista acrobática e carrinhos, passando por malas, agendas e patinetes. Os participantes da promoção irão conhecer, no dia seguinte à data comemorativa, os vencedores que levarão os presentes para casa.

Dia das crianças

Direção de Criação: Sérgio Valente e Ricardo Tronquini
Criação: Ricardo Tronquini, Jéssica Richetti e Geraldo Gonçalves
Atendimento: Claudia de Almeida, Patricia Vieira e Marina Bumlai
Produtor de RTVC: Gilberto Pires (Gibinha)
Aprovado por: Elio França, Thais Lima e Renata Monteiro
Produtora Imagem: O2
Diretor: Dainara Tofoli
Diretor Fotografia: Lito Mendes da Rocha
Montador: Estevan Santos
Finalização: O2 Filmes
Produtora de Som: Raw Produtora de Áudio

Texto copiado por Acauã Pyatã na integra do site Portal da Propaganda, fonte no link aqui.





Curiosidade: Slogan

27 08 2009

Dica de Acauã Pyatã (2º semestre – CS2P34 / Darwin)

Ao contrário do que muitos pensam, o termo slogan não é inglês. Sua origem é gaélica: sluagh-ghairn significa na velha Escócia “O grito de guerra de um clã”.
O Inglês adotou o termo em meados do século XVI, para transforma-lo, no século XIX em divisa de um partido e, a seguir, lhe deram o sentido comercial.





Publicidade é venda? (parte III, o fim…)

26 08 2009

Por Ramon Kenny (2º semestre – CSPP – FAPAN – Hydra)

Certo dia, 25/08/2009, estava na sala de aula na faculdade quando numa explicação da professora, surge a seguinte expressão: Publicitário não pode ter preconceito!

É verdade, eu concordo com isso. Já pensou, eu daqui um tempo (curto, muito curto) atuando na área, e vem até mim um diretor do Clube do Remo e me pede pra fazer uma campanha para atrair mais torcedores aos jogos do Remo, mesmo eu sendo Paysandu apaixonado, devo deixar de lado minha paixão, e mergulhar de cabeça no que meu cliente deseja. Sem essa de “vira-casaca”, é meu trabalho, e devo encarar com seriedade. Mas, e quando eu quero difundir um conceito, uma ideia, um novo comportamento; devo fazer o quê?

Primeiramente você deve analisar o briefing do seu cliente. Após isso, inicia-se uma pesquisa sobre a ideia, o que as pessoas acham a respeito, o que elas sabem sobre o assunto, quais as classes a serem atingidas, consultar através de pesquisas em campo com as pessoas, o perfil que o cliente quer atingir, se são os jovens até 25 anos, pessoas maduras entre 35/45 anos, homens, mulheres, crianças. Alguns anos atrás, foi veiculado uma propaganda a cerca de preconceito aos portadores da síndrome de Down. A trilha do comercial é do grupo Radiohead (música fake plastic three). Eu considero a peça uma das mais perfeitas já produzidas no Brasil, pois agrega a questão de forma simples, direta e objetiva, e não é preconceituosa. Eles conseguiram aliar a sequencia de cenas com as legendas e a música, de forma que não dá pra ficar estático diante deste filme publicitário. É algo que emociona, no final, quando vemos que o Carlinhos é o garotinho especial, e o amigo é o garoto “normal”. É uma indução proposital, para que no final, o telespectador seja pego de surpresa, e tenha por um segundo a sensação de como é ridículo tal preconceito.

É algo emocionante, muito além de vender, veja abaixo o vídeo, e eu duvido que você fique indiferente. E se você ainda não viu, por favor, veja.





Publicidade é Venda? (parte II)

14 08 2009

Por Ramon Kenny (Um louco ai do 2º semestre de CSPP da FAPAN)

pensandoBem, sempre vai recorrer este velho dilema, que eu considero sadio e de suma importância, então eu recebi de presente um texto a cerca desse assunto, escrito … bem, depois no final eu digo quem escreveu. Mas o importante, é que não é uma opinião minha, mas sim uma defesa de um ponto de vista por um profissional que tem um certo respeito no mercado publicitário, então vou citar trechos do texto que recebi.

O primeiro conselho…

– Não paute sua vida, nem sua carreira pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração.

– Persiga fazer melhor, seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência.

-Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande ladrão nem um grande bandido, nem um grande canalha:

Napoleão não invadiu a Europa pro dinheiro, Hitler não matou seis milhões de judeus por dinheiro, Michelangelo não passou dezesseis anos pintando a Capela Cistina por dinheiro.

Segundo conselho…

É bíblico: “seja quente ou frio, se fores morno eu te vomito.”

Não viva uma vida de DEUS dará, corra em busca da sua felicidade. Faça, erre, lute.

“Trabalhe em algo que você realmente goste, e você nunca precisará trabalhar na vida”

Bem, os trechos acima mencionados foram escritos por Nizan Guanaes,  dono da DM9(a da campanha dos bichinhos Parmalat) e um dos melhores redatores do mundo.

E então, publicidade é venda?

Eu penso que não, o Nizan também, e você?

Pense nisso…





Publicidade é Venda?

7 07 2009

Por Ramon Kenny (Não, na minha modesta e humilde opinião, um aluno de publicidade e propaganda, a caminho do 2º semestre na Fapan)

masc-weaponTenho esse pensamento, pois, muitos que não são da área afirmam categoricamente que ser publicitário é ser vendedor. Lógico, que o objetivo de um anunciante, é ter maior visibilidade pra sua marca, produto ou serviço. E essa maior visibilidade gera sim lucros e vendas, mas muitas vezes, o objetivo de uma campanha não é apenas vender, mas também de divulgar, difundir, propagar, tornar conhecidos a marca, produto ou serviço.

Há muitos dentro da nossa área que pensam de forma diferente da minha. Afirmam que é venda sim. Acredito que quem pensa assim, pensa diretamente no retorno financeiro que uma campanha bem sucedida pode proporcionar. Isso não é ruim ou falta de caráter, é apenas uma questão de escolha e posicionamento.

Eu escolho a forma romântica de encarar a publicidade, pois eu acredito que podemos transformar sim o meio em que vivemos, porém antes de transformar o mundo, cada um precisa mudar, de forma a servir como modelo a ser seguido. Nossa sociedade caminha cada vez mais para um ‘abismo solitário unificado’, onde quem tem ‘status’ tem por possuir determinados bens ou produtos. E isso determina se uma pessoa é ou não boa. Determina para uma parte que só dá valor ao consumismo desenfreado. Digo isso, consumismo desenfreado, pois, a indústria mundial alimentícia, produz pro ano, comida para alimentar 18 bilhões de pessoas. O mundo temauto 6 bilhões de habitantes, e ainda existe fome em todo o mundo.

Precisamos sim repensar no modo de agir, de viver, tanto em família, com nossos amigos, no nosso trabalho, pois estamos correndo o risco de não deixarmos um futuro bom para os nossos filhos.

Só pra matar a curiosidade, eu não me considero um bom vendedor.

Mas, já ouvi representantes comerciais afirmando o contrário, e recusei propostas de trabalho que envolva venda direta.

Agora se vou ser um bom publicitário, vou me esforçar, mas muito mesmo, pois me considero um ‘romântico’ na minha linha de atuação profissional, acredito no ‘fazer com amor’, e acredito que vou conseguir bons resultados.

Você que estiver lendo, por favor, comente, discorde, afinal, nada é absoluto, eu não sou dono da verdade, é meu ponto de vista, e é através do embate de ideias que surgem novos caminhos e soluções.