Ética na comunicação

17 07 2009

Por Ramon Kenny (2º Semestre – FAPAN – CSPP)

Ética…

Em meio aos atos secretos, em meio ao “tô me lixando pra opinião pública”, vamos vendo exemplos do que é não ter ética. E o quer seria essa tal de ética, na comunicação, por exemplo?

A comunicação deve ser compreendida, antes de tudo, como uma necessidade, pois se temos fome, buscamos alimento, se estamos sentindo alguma dor, procuramos um médico. E é o ato de se transmitir, passar informação, ideias, desejos, anseios, e tudo mais que quem emite a mensagem queira passar a quem vai recebê-la. Mas e a ética, entra em que momento? A meu ver, na veracidade das informações que você vai repassar (ou tentar) para seu receptor ou receptores. Agora eu jogo a pergunta mais direcionada pra você que lê: existe ética nos meios de comunicação da nossa capital?

Como diria meu camarada Einstein, relativo… relativo. Aqui na Cidade das mangueiras existem dois grandes grupos políticos, o grupo ‘O’ e o grupo ‘J’ (óbvio né!?) e uma mesma informação é passada de forma diferente nos dois meios: seria isso ético? falta de ética? ou simplesmente é pra atender aos interesses de cada grupo, de modo a continuarem sua hegemonia regional? Haveria, olhando por outro lado um dado ‘agendamento’ no enfoque as notícias por cada grupo, de modo que sempre sejam esses grupos que dominem os meios de comunicação da capital (jornais, rádios, tv’s) e mantenham este domínio? Existindo assim, uma espécie de acordo quanto à linha de atuação de cada empresa, de modo a manter suas receitas?

Agora falando sobre as grandes redes que detém os meios de comunicação nacional, será que também eles fazem isso? E se fazem, será que é ético?

Bem, eu considero que pra ser ético, antes de tudo, precisa ter caráter, e entenda-se caráter por assumir o que pensa o que faz, e respeitar a opinião contrária, e assumir os próprios atos.

Bom, tem muitas colunas que jornalistas escrevem e não assinam, só pra dar exemplo e não me alongar, eu não preciso dizer o que eu penso né? E você? Antes de querer ser esclarecedor, eu quero é provocar debates, confronto de ideias, de pontos de vistas, afinal, não sou dono da verdade, mas acredito que através de debates podemos chegar em um lugar próximo não de definir o que ética,mas de buscarmos meios de comunicação com atitudes éticas.

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Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária

18 03 2009

Em uma sociedade em constante metamorfose, muito se fala em ética e moral, e não somente no aspecto abrangente, mas especialmente em casos bem específicos, e a nossa atual ou futura profissão não foge a regra. Talvez não seja de conhecimento de todos, mas a publicidade possui órgãos e dispositivos legais que a regulamentam e tem por objetivo justamente manter os preceitos básicos da ética publicitária, e nós como estudantes de publicidade e propaganda da FAPAN, temos a obrigação de tomar conhecimento disto, destes preceitos que são basicamente estes:

  1. todo anúncio deve ser honesto e verdadeiro e respeitar as leis do país;
  2. deve ser preparado com o devido senso de responsabilidade social, evitando acentuar diferenciações sociais;
  3. deve ter presente a responsabilidade da cadeia de produção junto ao consumidor;
  4. deve respeitar o princípio da leal concorrência;
  5. deve respeitar a atividade publicitária e não desmerecer a confiança do público nos serviços que a publicidade presta.

Os referidos acima são considerados o resumo superficial do que rege a ética publicitária, por isto neste artigo vamos destacar o papel de um órgão fundamental que tem justamente por objetivo executar esta regulamentação e faze-lá valer, estou falando do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). O CONAR é um conselho que ter por conar_24_05_07finalidade observar a forma como a propaganda e a publicidade em nosso país se desenvolve, cabendo também a este, receber denuncias e até mesmo interferir diretamente, quando necessário, na censura de alguma campanha publicitária no sentido de manter sempre a ordem e qualidade da publicidade.

O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária nasceu de uma ameaça ao setor: no final dos anos 70, o governo federal pensava em sancionar uma lei criando uma espécie de censura prévia à propaganda.

Se a lei fosse implantada, nenhum anúncio poderia ser veiculado sem que antes recebesse um carimbo “De Acordo” ou algo parecido.

A criação do departamento para controle da publicidade exigiria a contratação de algumas centenas de funcionários. As implicações burocráticas seriam inimagináveis, ainda assim desprezíveis diante do retrocesso que tal controle representaria para um país que reconquistava a duras penas seu direito à liberdade de expressão.

Diante dessa ameaça, uma resposta inspirada: autorregulamentação, sintetizada num Código, que teria a função de zelar pela liberdade de expressão comercial e defender os interesses das partes envolvidas no mercado publicitário, inclusive os do consumidor. A idéia brotou naturalmente a partir do modelo inglês e ganhou força pelas mãos de alguns dos maiores nomes da publicidade brasileira.

Fundado o CONAR, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, uma ONG encarregada de fazer valer o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. Desde então e até esta data, o CONAR já instaurou mais de 6 mil processos éticos e promoveu um sem-número de conciliações entre associados em conflito. Nunca foi desrespeitado pelos veículos de comunicação e, nas raras vezes em que foi questionado na Justiça, saiu-se vitorioso.

Rápido e inimigo do excesso de formalismo, o CONAR revela-se um tribunal capaz de assimilar as evoluções da sociedade, refletir-lhe os avanços, as particularidades, as nuanças locais. Não é, nem de longe, uma entidade conservadora, nem poderia, pois publicidade e conservadorismo decididamente não combinam.

O CONAR atende a denúncias de consumidores, autoridades, dos seus associados ou ainda formuladas pela própria diretoria. Feita a denúncia, o Conselho de Ética do CONAR – o órgão soberano na fiscalização, julgamento e deliberação no que se relaciona à obediência e cumprimento do disposto no Código – se reúne e a julga, garantindo amplo direito de defesa ao acusado. Se a denúncia tiver procedência, o CONAR recomenda aos veículos de comunicação a suspensão da exibição da peça ou sugere correções à propaganda. Pode ainda advertir anunciante e agência.

O Conselho de Ética está dividido em seis Câmaras, sediadas em São Paulo, Rio, Brasília e Porto Alegre e é formado por 180 conselheiros, entre efetivos e suplentes, recrutados entre profissionais de publicidade de todas as áreas e representantes da sociedade civil. Não participam do Conselho pessoas investidas em cargos públicos por nomeação ou eleições, bem como candidatos a cargo eletivo em qualquer nível. Todos trabalham para o CONAR em regime voluntário.

O CONAR repudia qualquer tipo e não exerce em nenhuma hipótese censura prévia sobre peças de propaganda. Anúncios que, porventura, contenham infração flagrante ao Código têm sua sustação recomendada de forma liminar aos veículos de comunicação. O CONAR é capaz de adotar medida liminar de sustação no intervalo de algumas horas a partir do momento em que toma conhecimento da denúncia.

O Código de Nacional Autorregulamentação Publicitária

O código é uma serie de preceitos que vem justamente a definir como seria uma publicidade eticamente e moralmente regular, limpa e honesta. Como sou estudante ainda do primeiro semestre, vou me limitar a fazer comentários a fim de evitar garfes, mas trataremos mais a frente deste tema especifico para discutir de forma pratica a ética na publicidade brasileira. Para fim de conversa deixo o link abaixo para que possa ser acessado o estatuto completo. Boa leitura, pelo menos de uma espiadinha!

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