O Efeito das Cores na Mente Humana.

2 02 2010

Um novo estudo da University of British Columbia esclarece um debate que vem sendo travado há tempos por psicólogos e publicitários – que cor torna o cliente mais receptivo à propaganda? Azul ou vermelho?

Aparentemente, ambas as cores podem produzir o efeito. Tudo depende da mensagem que a propaganda deseja passar. O estudo, que pode ter, também, um impacto significativo em design de interiores, diz que o vermelho deve ser usado para atrair a atenção do consumidor a detalhes. O azul, por sua vez, estimula a criatividade.

“Tanto o azul como o vermelho foram considerados capazes de aumentar a capacidade cognitiva, em estudos anteriores” explica Juliet Zhu, professora da faculdade de administração da University of British Columbia. “No entanto, não podíamos dizer qual proporcionava um efeito maior. Agora sabemos que depende da mensagem que queremos passar” completa.

O estudo realizou testes cognitivos em 600 voluntários. Perguntas eram feitas em computadores – e a tela de fundo do programa era azul, vermelha ou branca.

O vermelho apresentou mais resultados positivos em tarefas que exigiam atenção a pequenos detalhes, ou uma leitura mais minuciosa (comparado com o azul, 31% a mais de acertos). Já o azul proporcionou mais acertos em situações que exigiam brainstorming, demonstrações de criatividade – usuários da tela azul tinham redações muito mais criativas do que os de tela vermelha.

“Graças a sinais de trânsito, ambulâncias e às canetas vermelhas dos professores, associamos essa cor a perigo, necessidade de atenção. Tomamos mais cuidado antes de responder algo, quando estamos expostos ao vermelho. Nos tornamos mais vigilantes” afirma Zhu.

“O azul é associado ao céu, ao oceano e à água. Sendo assim, as pessoas relacionam a cor à calma e à amplitude. O azul nos auxilia a deixar o óbvio e buscar soluções criativas” explica a professora.

Para estudar o impacto que essas descobertas têm na publicidade, os pesquisadores utilizaram uma série de propagandas e produtos fictícios, coloridos, e viram quais eram as reações dos consumidores diante deles. Os resultados foram impressionantes e confirmaram o que foi concluído das pesquisas anteriores.

Se o produto for uma pasta de dente, por exemplo, a cor vermelha na embalagem deixa as pessoas atentas para a especificação do produto – se ele é usado para combater cáries, placa, gengivite. Quando o azul era a cor predominante da embalagem, os voluntários ficavam mais atentos à questões estéticas, como clareamento dental e refrescância.

Notícia garimpada por Willy Renan direto do blog Insoonia: http://www.insoonia.com/

Na dúvida faz de roxo(risos)…brincadeira.

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Nova identidade visual da Pepsi!

6 08 2009
Nova lata da Pepsi

Nova lata da Pepsi

Belém, um calor danado, parei em uma barraquinha e pedi uma latinha de Coca bem gelada, a bebida estava em falta no estabelecimento, então pedi uma Pepsi, e eis a surpresa: A nova identidade visual da marca. Eu particularmente achei muito show o novo look da Pepsi, esta mais simples, porém, mais moderno.pepsi new logo

Essa mudança na aparência da marca é resultado de um ambicioso projeto de reposicionamento. Agora a Pepsi será mais do que uma simples marca tradicional e tenciona posicionar-se como um líder.

Segundo a presidente da PepsiCo “será reformulado cada aspecto da proposição da marca para as marcas-chave do refrigerante:sua aparência, embalagem, como serão expostas nas prateleiras e como será a sua comunicação com o consumidor”

A nova logo marca foi mudada para que a faixa branca que fica no meio sugira sorrisos, variando de forma sutil o tipo de sorriso conforme o refrigerante (Pepsi tradicional, Diet Pepsi ou Pepsi Max).

Repare nas logos que remetem a sorrisos.

Repare nas logos que remetem a sorrisos.

Parece que dessa vez a Pepsi acertou em cheio no visu, agora ela possui uma moderna elegância aliada com o aspecto jovem que a companhia sempre passou.

Confira também a evolução da logo da Pepsi (note em algumas logos a nítida semelhança com a rival)

Evolução da logomarca da Pepsi.

Evolução da logomarca da Pepsi.

Até a próxima. Valeu galera!!

Por Willy Renan (CSPP – FAPAN – 2º Semestre – CS2Q34)

Willy Renan

Willy Renan





Adobe Illustrator Vs. Corel Drawn

24 03 2009

Colaborador: Robson Arthur – Publicitário e Designer. Professor de Composição e Projetos Gráficos – FAPAN.

Dia desses, li um texto sobre a diferença entre Adobe Illustrator e Corel Draw. Aqui na agência, hora ou outra surge uma discussão sobre o assunto e os meus alunos sempre me perguntam qual é o melhor. Discussão antiga e mais do que debatida. A primeira resposta que sempre vem a boca é um sonoro ILLUSTRATOR!!! Mas será que isso é verdade? Por que ele é melhor? De onde vem essa “verdade”?

corelx4mz6Na época da minha pós, tive uma professora que chegou ao ponto de dizer em sala de aula que “quem usa CorelDraw é amador”, como se o simples fato de eu ter instalado no meu computador a suíte da adobe me fizesse um novo Alexandre Wollner ou Washington Olivetto. A partir daí fiquei pensando: se uma professora – que é formadora de opinião – pensa assim, imagine um jovem publicitário ou designer que acredita em tudo que lê?

Será que quem reproduz esse discurso realmente acredita nisso? Será que eles acreditam que o domínio de um programa vai me determinar um melhor ou pior profissional? Quando eles chegam à livraria correm direto para a estante de informática, sentem o peso da bíblia do Illustrator CS3, olham para o resto das pessoas com um desprezo, enquanto o Andy Warhol fica tossindo, com a poeira, no outro lado da loja.

Com certeza existem muitas diferenças entre os dois programas, mas é difícil dizer qual é o melhor. Já ouvi várias “justificativas” sobre isso.

1 – O CorelDraw demora muito na hora de “Ripar”

“Ripar” é um neologismo da área gráfica que vem da sigla RIP que significa RASTER IMAGE PROCESSOR. Isso é a rasterização do trabalho, ou seja, é o responsável por transformar o texto e imagem de um documento digital numa linguagem entendível pelo equipamento de saída, seja ele uma impressora, uma filmadora, uma plotter, um CtP, etc. Realmente o Draw tem alguma dificuldade em ripar, demora um pouco, dá “uns paus”, mas isso tudo acaba quando, simplesmente, se fecha o arquivo em PDF, nessa hora tanto faz se o seu arquivo foi feito em Corel ou em Illustrator, pois a impressora vai ler a linguagem do PDF não do soft de origem.

2 – O efeito de sombra do Illustrator é muito melhor.

Realmente, o efeito de sombra é melhor no illustrator do que no CorelDraw devido à herança do photoshop. Mas nenhum é melhor que o do próprio photoshop. Manipulação de imagens se faz no software de Edição de imagens, como o photoshop ou o Gimp. Fazer isso no software de vetorização é arriscar por preguiça. Manipule suas imagens no seu soft de preferência e use no soft de vetor. Se for usar “sombra” em vetor, seja no illustrator ou corel, faça com moderação, procure um meio termo.

3 – O CorelDraw dá muito “pau”.

Os maiores problemas do CorelDraw são de usuários. Já ouvi reclamações como, “ah, fiz um livro no corel e perdi todo ele, deu um ‘pau’ muito foda”. CorelDraw é um programa de vetorização. Diagramação de livro, revista, cartilha, etc, se faz no CorelVentura, Adobe Indesign, Scribus, Page Maker etc. “ah, mas o coreldraw me dá a opção de ter vária
s páginas” respondem alguns. Sim, mas mesmo assim ele continua sendo um programa de vetorização, não de diagramação. As várias páginas que o corel oferece é uma metáfora com a mesa de um desenhista, não de um diagramador. O desenhista clássico, que não usava computador, quando começava um projeto, reunia todo seu material, lápis, pincéis, tintas, borracha, etc., além é claro de várias folhas em branco. Se ele errasse alguma coisa, simplesmente jogava essa folha fora e pegava outra limpinha, ou se ele achasse que uma idéia estava boa, mas não com aquelas cores, ele guardava a folha e pegava outra limpinha. No final do dia, o Projeto teria várias páginas, desde simples rabiscos, passando por esboços, até a arte final. É essa a metáfora do coreldraw: fazer várias páginas no mesmo documento/projeto; várias páginas diferentes, mas ligadas entre si. Usar essa opção para diagramar resulta em dor de cabeça. Ah, pra quem usa illustrator mas é fã das múltiplas páginas do corel pode comemorar, a versão CS4 do Illustrator já vem com essa opção.

Há também quem não troque o CorelDraw por nada. Eles também têm as suas justificativas.

1 – A ausência da opção de múltiplas páginas no illustrator.

2 – O efeito de Power Clip do corel é infinitamente superior ao Clipping Mask do Illustrator.

3 – O CorelDraw é muito mais popular que o Illustrator. A probabilidade de dar algum conflito com a Gráfica (ou birô, ou gráfica rápida, etc.) é muito menor.

Aqui ocorre o mesmo erro dos fãs do Illustrator. Aprenda a fechar seu arquivo, qualquer equipamento reconhece a linguagem PDF, sem problema nenhum.

4 – O corel é mais fácil de trabalhar, ele é mais intuitivo que o illustrator.

A interface do illustrator é muito fácil, não vejo qual é a dificuldade de se trabalhar com ele, os atalhos são muito mais simples, depois que se entende a lógica do programa ele fica muito simples.

Pra mim, fica claro que não é o programa que se usa que vai determinar o profissional. O que importa mesmo é estudar, estudar mais um pouco e se sobraradobe-illustrator-cs4-premium-release um tempinho estudar mais ainda. Pra quem passa o dia procurando tutoriais na rede e acha que com isso vai estar se especializando, eu aconselho pesquisar outras coisas, na própria net, história do design, referências de publicidade, história da arte, etc.

Eu até fiz uma experiência: criei o mesmo logo em três programas diferentes, CorelDraw, illustrator e Inkscape. Os três mostraram a mesma versatilidade e mesmo resultado. Tente fazer também, é bem interessante.

logos-claroPS.: as diferenças entre os três logos são de propósito, é pra ninguém dizer que eu fiz tudo no illustrattor e fui copiando/colando.

Fonte:

Este artigo foi retirado do blog do autor com sua autorização, e poderá ser consultado em:

http://bobdoblog.blogspot.com/2008/12/illustrator-x-coreldraw.html





Anatomia do Design – Uma análise do design brasileiro

20 03 2009

anatomia_do_designTrata-se do livro “Anatomia do Design – Uma análise do design brasileiro”, publicado pela editora Edgard Blucher Ltda.

O livro chega ao mercado revelando o momento de maturidade que se encontra o design gráfico no país. O texto elaborado por críticos de peso no cenário cultural apresenta a análise de 300 projetos de diferentes mídias, selecionados entre 1.500 projetos importantes publicados nos últimos anos. É uma iniciativa crítica sobre a linguagem e produção do design gráfico no Brasil.

Nesta edição, a organizadora Cecilia Consolo estabeleceu nove núcleos conceituais que fogem da tradicional classificação por suportes e aponta para uma seleção por intenções estratégicas de projeto e de comunicação. Cada capítulo foi atribuído a um dos autores, cuja trajetória como profissional, historiador e crítico traz grande contribuição para a análise. A publicação acrescenta tanto para os profissionais como para os estudantes um embasamento profundo sobre todos os fatores envolvidos na ação projetual, desde conhecimento técnico à economia financeira. O resultado disso é uma anatomia do design gráfico brasileiro contemporâneo, que transcende a mera descrição de suas partes e expõe seu corpo a debates cada vez mais informados e aprofundados, à altura da relevância da profissão no cenário econômico, revelando o escopo e pensamento científico da área.

Anatomia do Design – Uma análise do design brasileiro

Editora Edgard Blucher Ltda

Totalmente Colorido – Capa Dura

Formato: 20,5 x 25,5 cm

328 páginas

Os interessados em obter um livro devem enviar os dados por email para contato@mapinguaridesign. com.br, e um cheque no valor de R$80,00 para o Mapinguari Design, que fica na Rui Barbosa, 555. O pedido será fechado dia 27 de março, quando faremos o depósito dos cheques na conta da editora e solicitaremos os livros. A Blucher fará uma remessa para nosso endereço onde estarão a disposição dos solicitantes.

Avisem amigos e eventuais interessados de outras listas.

Vejam trecho da comunicação

oficial da ADG:

O preço de capa do Livro ‘Anatomia do Design’ é R$ 125,00, porém será oferecido um desconto de 40% (R$ 75,00) válido para todos aqueles que comprarem os livros em seu lançamento durante a Bienal.

Após o dia 17 de maio de 2009, apenas os associados da ADG Brasil poderão usufruir do desconto de 30% (R$ 87,00), em todo território nacional, efetuando suas compras através do site da Editora Blucher.

Mapinguari Design

Trav. Rui Barbosa, 555

Fone: (91) 3230-3271

Fontes: