Ajudando na [des]construção

10 08 2009

Por Acauã Pyatã – Aluno FAPAN/CSPP cursando 2º Semestre

Olá pessoal, aqui estou eu mais uma vez para discutir com vocês um assunto que é de nossa extrema competência, quanto estudantes de comunicação, visto que, pelo menos se espera que tenhamos a capacidade de ter capacidade auto critica dentro de nossa área do saber. Ao navegar pelo Orkut e entrar na comunidade da FAPAN, vi um tópico intitulado [GRIPE SUÍNA]- sensacionalismo ou nao???”. Este tópico me chamou muito a atenção por conter o seguinte vídeo do YouTube como corpo:

Como podemos observar após os 10 minutos de vídeo, nos é apontado um fato que é de certa forma uma velha novidade, a de que a mídia de massa é na verdade uma grande [des]construtora de mitos e conceitos. Podemos observar isso na forma como as informações são carregadas e o impacto que isto causa diretamente na economia e sociedade globalizada. A nomenclatura popular para o vírus H1N1, difundido pela mídia como Gripe Suína, por se manifestar em suínos obviamente (dã) e que tem sua origem apontada no México, causo uma verdadeira sinergia coletiva acerca do consumo da carne de porco e seus derivados, alavancando uma queda no mercado mexicano sem precedentes. No sentido comportamental podemos observar que as pessoa sem aeroportos e nas grandes cidades do eixo centro-sul acabam por adotar o uso de mascaras protetoras, quando na verdade sabe-se que o tal vírus de fato é uma nova mutação de gripe, mas que pode facilmente ser tratado como qualquer outra gripe, e que tem um grupo de risco mínimo a ser considerado fatal, mas o que estaria por traz deste desespero coletivo causado pela mídia de massa? Porque as informações que são levadas ao público são tão sensacionalistas como os programas de auditório promovidos pelo apresentador Ratinho? Simplesmente porque é isto que da audiência.

Imagine vocês uma forma simples e fácil de vender remédios, imagine uma forma rápida de se fazer marketing indireto e direto de produtos como por exemplo do álcool que anda em falta na maioria dos pontos de vendas comuns. É isso mesmo, ao estudar os fatos e números reais, não da forma como os grandes veículos de mídia atrelados e compromissados com o grande governo mundial (EUA, eu digo mesmo), acabam por alavancar uma verdadeira enxurrada sensacionalista de informações que acabam por da ruma proporção maior ao problema que de fato ele possui, beneficiando com isso de forma subliminar e indireta a indústria farmacêutica. Agora o fato é, você acredita mesmo que isto é apenas uma conseqüência e que eles não sabiam que isto iria acontecer?

Para arrematar, após discutir os fatos por este ângulo de visão, podemos notar o poder da grande mídia de massa na forma de influenciar a população em seu comportamento, forma de agir e até mesmo chegando a criar mitos, e a que ponto isto é positivo? A que ponto os meios de comunicação não acabam sendo um instrumento de alienação e de levante de bandeiras nada lúdicas, e que por fim acabam por promover a [des]construção social ao invés de revelarem aquilo ao qual deveriam de fato se propor, a informação verídica da forma que ela é. É, digamos que as coisas seguem aquela velha regra, de que eles aumentam mas não inventam.

É importante que nós como estudantes de comunicação SOCIAL estejamos atentos a estas questões, que por fim vem a determinar diretamente a forma como utilizaremos nossa gama de saberes e a forma que causaremos impacto nas pessoas, podendo eu e você ajudar na construção ou na destruição do meio social em que vivemos, ou até mesmo, estarmos sendo [des]construídos juntamente com este meio.

Fiquemos atentos ao estranho mundo monstro que nos cerca (risos) e a tudo aquilo que absorvemos, visto que queiramos ou não, o ser humano é uma esponja que nada deixa passar, embora não perceba. Até a próxima.

Fonte: Você pode visitar a comunidade da FAPAN clicando aqui.

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A escrita da Luz

31 07 2009

Por Acauã Pyatã (CSPP – FAPAN – 2º Semestre)

luz-ao-fundo-do-tunel_4discoveryPelo título alguns devem ter pensado que este artigo é mais um daqueles de cunho religioso ou espiritualista, embora este blog trate de assuntos relacionados a comunicação e propaganda, embora eu confesse que, em parte sim se trata, pois o tema sobre o qual irei dissertar agora é muito mais do que equipamento e técnica, é alma e sensibilidade, um olhar repousado sob a posição e ângulos certos, para possibilitar que a luz escreva aquilo que ela tem a nos dizer. Irei falar sobre uma das minhas mais recentes paixões descobertas, a fotografia.

Fotografia é justamente o que a palavra em si monta: Foto, tem a tradução para luz, e grafia para escrita, logo fotografia remete a escrita que a luz executa sempre que o click revela a impressão sob a película de uma imagem, ou é captada pelos dispositivos eletrônicos das mais modernas. Desde seu surgimento, a fotografia assim como toda e qualquer outra técnica de captação de imagem tem seu surgimento diretamente relacionado a observância da luz. Hoje em dia as pessoas não estão acostumadas com aquelas maquinas em que você colocava o filme, e então a cada disparo você tinha uma imagem única, afinal de contas você não poderia apagar o filme e fotografar de novo, pois uma vez que a iris da câmera era disparada, e a luz entrava, ali a película estava marcada para sempre.

Mas que relação é essa que existe entre a comunicação, a luz e a fotografia? Tem um dito popular que reza que uma imagem fala mais de mil palavras, e o que será que a fotografia escreve seja na película ou no display digital, que cem a nos revelar ou comunicar algo? Neste exato instante entramos em uma esperanca_luzlinha tênue das teorias da comunicação que discute exatamente se elementos que não tem o objetivo de comunicar nada, realmente comunicam algo? Como é o caso da luz por exemplo. A imagem é o papel, a luz a caneta em que o escreve, e a mensagem, é o olhar repousado por traz da lente que capita e gera a informação muitas vezes subjetiva, logo essa tríade de elementos forma um conceito imagético que comunica alto, ou que transmite uma mensagem subjetiva a cada pessoa dentro do que ela está capacitada a entender de acordo com seu repertório de vida.

Comunicar através da fotografia, permitindo que a luz escreva sob uma superfície até então negra, sem luz alguma, a mensagem que um suposto fotografo intencionado ou não deseja passar é algo que trabalha além da lenterasteira forma de comunicação que tenta explicar ou determinar de forma clara e conceitual as mensagens transmitidas. Quem gosta de fotografia e cinema compreende o poder de comunicar contido em elementos simples e cotidianos que geralmente não expressam palavra alguma, ou qualquer outro signo, mas que remetem a um universo de significados, tornando aquela imagem, seja estática ou não, trazida pela luz e captada no fundo de nosso globo ocular, um signo que aparentemente para muitos não diga nada, mas que para você comunique muito mais até mesmo do que palavras possam conter, como o barulho de água caindo da pia que pode te lembrar da infância nos igarapés no interior do estado ou até mesmo a rara oportunidade de ouvir o canto de um uirapuru, que te remeta a condição da alma amazônica.

O importante neste artigo é fazer você pensar e refletir sobre a condição de comunicar que está inerente em quase tudo, mesmo que tais elementos não comuniquem diretamente como a luz, mas que sejam elementos de relevância infinitas, para permitir que coisas que nem mesmo palavras e 39517pensamentos são capazes de compreender e conter em suas limitações, competindo apenas ao sentir e contemplar, as infinitas possibilidades, de mensagens imagéticas contidas naquilo que compete a todo estudante de comunicação social: o mundo.





Mitos: Eles existem?

30 06 2009

Mito: figura ou ser,(entidade), existente num mundo de fantasia, dotado de poderes sobrenaturais, que relacionam-se com os homens. É uma definição sobre o que é um mito.

jordanMas, o que tem a ver a definição de mito com a publicidade? será que tem a ver?
sou novo na área, mas acredito que os mitos estão sim , não só inseridos, como são utilizados em larga escala no meio publicitário. Não estou falando de Zeus, Arcanjos, ou fantasmas. Mas sim, de pessoas comuns, que tem um talento(ou não) incomum, e a publicidade resolve fazer uso deste talento para divulgar um produto, serviço ou ideia.

Por exemplo, Michael Jordan (mito vivo do basquete mundial) e Ronaldo(fenômeno do futebol, mesmo acima do peso), que tem contrato vitalício com a marca de materiais esportivos Nike. Qual deve ser a intenção, ao se firmar um contrato vitalício com esses ‘Mitos’? Bem, eles tem um talento verdadeiramente incomum, beirando a genialidade. Logo, quando um cliente vai numa loja que vende matérias esportivos, e depara-se com um tênis que é da mesma marca que o Michael Jordan usa, e vê outro, que o Jordan não usa, qual você acha que ele vai levar? E se for a chuteira do Ronaldo? agora pra falar do meio artístico, do mundo pop, não tem como não falar sobre Michael Jackson. Numa época que não tinha youtube, nem orkut, nem myspaces, nem internet, o cd engatinhava, quando as notícias não eram em tempo real, conseguir fazer o kakaálbum Thriller vender 100 milhões de cópias(isso mesmo, 100 milhões!), é mérito de quem?pergunta difícil não é, mas eu penso que foi a junção de muitos fatores, entre eles:

1-Havia um vazio no cenário americano e europeu, de algo inovador, seja na dança ou na música
2-Forma de divulgação de vídeo clipes
3-O cara tinha mesmo talento, e souberam explorar isso muito bem
4-Tanto Michael como seus produtores eram criativos, sempre procuravam algo inovador.

Agora, imaginem que Michael Jackson nunca tivesse existido, e os Jackson 5 entrassem no programa ídolos, ou coisa assim. Será que eles teriam hoje, o mesmo sucesso que tiveram na década de 70? Mas sem dúvida, ele tem status de mito. Hoje é comum artistas novos procurarem fazer coisas como o mito fazia, mas…falta talento! a principal prova da influência do trabalho artístico de Michael Jackson é o vídeo gravados por presos de uma cadeia nas Filipinas, em 2007.
Isso tem alguma coisa a ver com publicidade?claro né! uma obra ronaldoartística(música, dança, filme, clipe musical…)sendo boa, ajuda e muito na divulgação de quem a criou, tornando-a vendável e lucrativa.
Falando de esportes, porque o Kaká foi mais barato que o Cristiano Ronaldo, se o Kaká joga mais que o C. Ronaldo?
Marketing esportivo, algo ligado de forma intrínseca com a publicidade.
Mitos não existem. Mas pra divulgar um produto, ideia ou serviço, e fazê-lo ficar conhecido, pra publicidade mitos existem, afinal, é uma forma excelente de divulgação, e certeza de lucratividade.

Ramon

Hoje quem nos contempla com um artigo é o aluno Ramon Kenny, aluno da FAPAN (claro), turma CS1Q34 (Hydra), até a presente data do primeiro semestre do curso de CSPP. Esperamos contar com mais colaborações do colega e logo logo o teremos na staff d da redação deste blog.





Quando você deixa a luz acesa, você não é o único que paga

9 05 2009

Não é porque o cliente é filantrópico que você deve empurrar qualquer coisa pra ele. Na maioria das vezes é aí que as agências conquistam os melhores prêmios.
Um exemplo disso é essa campanha, muito bem sacada, criada pela Ogilvy & Mather da Ucrânia, que alerta sobre o consumo exagerado de energia elétrica e suas consequências.

Título: “When you leave the light on, you’re not the only one who pays.”
(Quando você deixa a luz acesa, você não é o único que paga.)

Agência: Ogilvy & Mather – Ucrânia
Direção de Criação: Will Rust
Direção de Arte: Taras Dzendrovskii
Redação: Sergey Kolos
Ilustrador: Natasha Khranovska
Fotógrafo: Goran Tacevski

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Colaboração por e-mail do Prof. Alexandre Anaisse – Elementos de Marketing – FAPAN