Tudo tem um fim e um recomeço.

22 04 2010

Olá caros amigos leitores do Galo da Pan, venho aqui para comunicar a vocês que este blog está no seu fim. O Galo da Pan foi um belo projeto, pois foi através dele que simples alunos puderam se expressar a respeito de temas relacionado com a área de estudo, mas por motivos de conflitos, decidiu-se dar uma nova cara ao projeto, que estava sendo associado diretamente como um projeto do curso de Comunicação Social da faculdade a qual os alunos pertencem, criando um vinculo institucional irreal. O projeto foi criado e conduzido até então sem o auxilio do curso ou da faculdade. Viu-se a necessidade de continuar o projeto, agora com identidade própria.

E com o propósito de ampliar o projeto inicial foi criado o Galofone, que continuará discutindo a comunicação, porém de uma forma mais séria e madura, onde a comunicação social e a publicidade não serão mais o foco somente. Nessa nova empreitada a comunicação será vista e analisada de forma mais ampla, onde áreas de interesses relacionados, diretas ou indiretamente, serão abordadas com zelo e competência pelos novos colunistas, que por sinal são excelentes blogueiros e darão a maior força nesse novo capítulo que escreveremos.

Por tanto prepare a sua mente e o seu ouvido, porque o novo GALOFONE vai cacarejar mais alto do que nunca para anunciar, com a amplitude do seu megafone,o raiar de uma nova era para a comunicação, onde a mesma não será só vista como meio de lucrar, mas também como um instrumento de união social.

Sejam bem-vindos ao GALOFONE.

Acessem o GALOFONE

Obrigado a todos aos nossos leitores que fizeram desse blog um sucesso.

Willy Renan

Acessem Renan 2.0





FGV oferece cursos online gratuitos!

12 02 2010

É isso mesmo, a Fundação Getulio Vargas – FGV, uma renomada instituição de ensino superior, especializada nos cursos de ciencias humanas (inclui comunicação), está disponibilizando no site FGV online cursos totalmente gratuitos, dentre eles dois extremamente importantes para nosso curso de Com. Social – Pub. e Propaganda, são os cursos de:

  • Processo de Comunicação e Comunicação Institucional.
  • Gestão de Marketing – Produto, Marca, Novos Produtos e Serviços.

Existem também cursos muito interessantes que estão relacionados como:

  • Gestão da Tecnologia da Informação – TI nas Organizações: Estratégia e Conceitos.
  • Técnicas de Gerência de Projetos – Gerenciamento do Escopo do Projeto.
  • Diversidade na Organização.

Estes foram apenas alguns dos que estão dispostos , e repito, totalmente online e de forma gratuita, dispostos sob a licença Creative Cammons 3.0 Brazil (irei escrever um artigo explicando o q, mas o que isso quer dizer? Simples! Que o conteúdo pode ser copiado, reproduzido, citado e até adaptado para uso não comercial. Ja cursei os dois primeiros que citei para vocês, da área de comunicação, e achei ambos muito ricos em informação, de didática altamente incrível e claro, que ficam ótimos no curriculum, com o selo da FGV. Só perde uma dessa mesmo quem for bocó.

O link para acessar a página, escolher o curso e se cadastrar (o cadastro é ridiculamente simples) é este: http://www5.fgv.br/fgvonline/CursosGratuitos.aspx

Esta dica chegou até mim através do Twitter e agora compartilho com vocês, uma ótima dica esta vocês não acham?! Caso linken em algum lugar só não se esqueçam de especificar a URL da fonte meninos e meninas. Fica aqui a dica do índio para vocês.

Fonte: Twittas de Acauã Pyatã.





O que são signos?

23 10 2009

Artigo de Acauã Pyatã

Observando a relevância de temas simples, que ao longo do curso se tornam comuns devido o uso constante, percebe-se que os alunos de comunicação social e de áreas a fins como artes visuais e designer, logo no inicio do curso apresentam dificuldades muitas de compreender conceitos simples, em especial quando são calouros. Como exemplo temos os signos e exatamente por isso iremos agora tratar de forma resumida e conceitual sobre os mesmos.
A palavra signo, se analisada por sua etimologia, pode ser subentendida como o “radical” que da origem as palavras significação e significado. O conceito de signo está incluso dentro dos saberes e estudos da linguagem (e não da língua). Signos podem ser compreendidos como elementos visuais ou sonoros que signifiquem algo, que apresentem significado, e partindo destepoça conceito podemos adotar como exemplo o sol, que é utilizado como significado de dia, dia ensolarado (previsão do tempo ou verão), divindade pagã Maia (Deus Sol) ou o masculino, ao passo que a lua segue o significado de figura feminina, noite, frio, deusa pagã relacionada a Gaia (mãe terra), dentre outros. Como exemplo de sons como signos temos aquele típico “ai!”, que logo nos da idéia de susto ou de dor, frequentemente utilizado por nós paraenses.
Perceba que signos são imagens ou sons que embora aparentem ou não alguma semelhança com aquilo que as pessoas relacionam ao entrarem em contato com o mesmo, acordando com a cultura e entendimento coletivo ou individual, executa sua função.
Signos podem ser divididos em 03 categorias distintas, a saber estas: ícones, índices e símbolos.

  • Signos icônicos são imagens que se fazem “miniaturas” daquilo que significam, como o leão, que pode ser um signo icônico de fera indomável, animal selvagem, podendo ser também ser uma fotografia sua, que nada mais é que um ícone que significa você.
  • Signos indiciais são mais subjetivos e indiretos. Uma poça de água no meio da rua é um signo que indica que anteriormente ali choveu, alguém chorando é o índice de que aquela pessoa está triste ou feliz. Índices trazem significados geralmente indiretos e de interpretação subjetiva, dependendo muito do olhar de quem observa o mesmo.
  • Signos simbólicos são simples, claros e diretos, não precisando que me prenda muito neste ponto, temos como exemplo o que você está lendo: as letras. Estes signos são elementos que aparentemente não tem relação alguma com aquilo que está no seu entendimento, a letra “D” é simplesmente ela mesma e pronto.

cavaleraNa publicidade, propaganda e marketing um exemplo disto são as logomarcas, afinal de contas o que um sorrisinho tem haver com sapatos esportivos? Daí nasce a Nike. Estes conceitos são descritos de acordo com a semiologia (a ser discutida mais tarde em um post especifico).
Koch define signos como:

“(…) signos são entidades em que sons ou sequências de sons – ou as suas correspondências gráficas – estão ligados com significados ou conteúdos. (…) Os signos são assim instrumentos de comunicação e representação, na medida em que, com eles, configuramos linguisticamente a realidade e distinguimos os objetos entre si.”

Gosto de pensar que signos compõem tudo, desde o simples movimento de andar, até o barulho de uma torneira pingando de madrugada, logo até você pode se rum signo (de sucesso, inércia ou fracasso). Espero ter descrito aqui de forma clara este conceito tão fundamental para todo e qualquer estudante de comunicação e das áreas a fins. Qualquer observação, correção ou complemento, é só comentar o artigo para que ambos possamos construir o conhecimento juntos. Até a próxima.





Ajudando na [des]construção

10 08 2009

Por Acauã Pyatã – Aluno FAPAN/CSPP cursando 2º Semestre

Olá pessoal, aqui estou eu mais uma vez para discutir com vocês um assunto que é de nossa extrema competência, quanto estudantes de comunicação, visto que, pelo menos se espera que tenhamos a capacidade de ter capacidade auto critica dentro de nossa área do saber. Ao navegar pelo Orkut e entrar na comunidade da FAPAN, vi um tópico intitulado [GRIPE SUÍNA]- sensacionalismo ou nao???”. Este tópico me chamou muito a atenção por conter o seguinte vídeo do YouTube como corpo:

Como podemos observar após os 10 minutos de vídeo, nos é apontado um fato que é de certa forma uma velha novidade, a de que a mídia de massa é na verdade uma grande [des]construtora de mitos e conceitos. Podemos observar isso na forma como as informações são carregadas e o impacto que isto causa diretamente na economia e sociedade globalizada. A nomenclatura popular para o vírus H1N1, difundido pela mídia como Gripe Suína, por se manifestar em suínos obviamente (dã) e que tem sua origem apontada no México, causo uma verdadeira sinergia coletiva acerca do consumo da carne de porco e seus derivados, alavancando uma queda no mercado mexicano sem precedentes. No sentido comportamental podemos observar que as pessoa sem aeroportos e nas grandes cidades do eixo centro-sul acabam por adotar o uso de mascaras protetoras, quando na verdade sabe-se que o tal vírus de fato é uma nova mutação de gripe, mas que pode facilmente ser tratado como qualquer outra gripe, e que tem um grupo de risco mínimo a ser considerado fatal, mas o que estaria por traz deste desespero coletivo causado pela mídia de massa? Porque as informações que são levadas ao público são tão sensacionalistas como os programas de auditório promovidos pelo apresentador Ratinho? Simplesmente porque é isto que da audiência.

Imagine vocês uma forma simples e fácil de vender remédios, imagine uma forma rápida de se fazer marketing indireto e direto de produtos como por exemplo do álcool que anda em falta na maioria dos pontos de vendas comuns. É isso mesmo, ao estudar os fatos e números reais, não da forma como os grandes veículos de mídia atrelados e compromissados com o grande governo mundial (EUA, eu digo mesmo), acabam por alavancar uma verdadeira enxurrada sensacionalista de informações que acabam por da ruma proporção maior ao problema que de fato ele possui, beneficiando com isso de forma subliminar e indireta a indústria farmacêutica. Agora o fato é, você acredita mesmo que isto é apenas uma conseqüência e que eles não sabiam que isto iria acontecer?

Para arrematar, após discutir os fatos por este ângulo de visão, podemos notar o poder da grande mídia de massa na forma de influenciar a população em seu comportamento, forma de agir e até mesmo chegando a criar mitos, e a que ponto isto é positivo? A que ponto os meios de comunicação não acabam sendo um instrumento de alienação e de levante de bandeiras nada lúdicas, e que por fim acabam por promover a [des]construção social ao invés de revelarem aquilo ao qual deveriam de fato se propor, a informação verídica da forma que ela é. É, digamos que as coisas seguem aquela velha regra, de que eles aumentam mas não inventam.

É importante que nós como estudantes de comunicação SOCIAL estejamos atentos a estas questões, que por fim vem a determinar diretamente a forma como utilizaremos nossa gama de saberes e a forma que causaremos impacto nas pessoas, podendo eu e você ajudar na construção ou na destruição do meio social em que vivemos, ou até mesmo, estarmos sendo [des]construídos juntamente com este meio.

Fiquemos atentos ao estranho mundo monstro que nos cerca (risos) e a tudo aquilo que absorvemos, visto que queiramos ou não, o ser humano é uma esponja que nada deixa passar, embora não perceba. Até a próxima.

Fonte: Você pode visitar a comunidade da FAPAN clicando aqui.





Grandes Comunicadores

22 07 2009

Por Willy Renan (CSPP – 2º Semestre)

Chuck Berry um dos pioneiros do Rock 'N' Roll.

Chuck Berry um dos pioneiros do Rock 'N' Roll.

Rock

Neste artigo não abordarei a obra comunicacional de um indivíduo, tentarei fazer um breve apanhado da relação do Rock com a comunicação e como ele ajudou a mudar não só os rumos da indústria fonográfica, mas também como foi determinante na construção da sociedade contemporânea.
Todo mundo sabe (ou deveria saber) o poder que música possui como instrumento de comunicação. Através dela pode-se transmitir mensagens, passar idéias, propagar conceitos e valores e etc. E sem dúvida nesses quesitos nenhum gênero musical se iguala ao rock.
O rock influenciou e influencia até hoje estilos de vida, moda, atitudes e até a linguagem.

A galera balançando ao ritmo alucinante do rock 'n' roll.

A galera balançando no ritmo alucinante do rock 'n' roll.

E ele já nasceu revolucionário, causando impacto em questões sociais, basta analisar o cenário no qual apareceu. O rock (rock ‘n’roll como era chamado na época) surgiu em meio a fortes tensões raciais nos Estados Unidos. Os negros norte-americanos protestavam contra a segregação em instituições de ensino e instalações públicas. O surgimento de um estilo musical que mesclou elementos da música negra e da branca provocou fortíssimas reações na conservadora sociedade americana.
E logo após o seu nascimento o rock ‘n’roll mostrou o seu lado de transformador social quando colocou negros e brancos para dançar no ritmo alucinante da música, ajudando assim a diminuir o preconceito no racista Estados Unidos dos anos 50.
Artistas negros como Chuck Berry (que para muitos é o verdadeiro rei do rock), Little Richard ,entre outros ganharam popularidade entre a audiência branca, algo até então impensável.
Antes do rock ‘n’roll a música era categorizada por raça, nacionalidade, localização, instrumentação, técnicas vocais e até mesmo religião. Mas com o espetacular sucesso de Elvis Presley em 1956 o gênero se tornou a menina dos olhos da indústria musical da época fazendo cair por terra a categorização até então vigorante.

Bob Dylan ícone das canções de protesto.

Bob Dylan ícone das canções de protesto.

E o lado transformador do rock não parou nos anos 50. Na década seguinte ele ajudou a causa do movimento dos direitos civis nos EUA. Também foi ícone da contracultura e do movimento hippie, sem contar a forte oposição que fez a guerra do Vietnã.

Nesse período o cantor e compositor Bob Dylan ficou famoso com as sua fortes canções de protesto que abordavam temas sociais e políticos numa linguagem poética, a música “Blowin’ In The Wind” se tornou hino do movimento dos direitos civis. Sem falar da Beatlemania, que transformaria o rock em um fenômeno global dando início ao que depois se chamaria música pop. E não podemos esquecer de Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Animals, Yardbirds, e vários outros artistas que influenciam até hoje a música.
Na década de 70 um grito alto e com raiva tomou conta primeiramente da Inglaterra e depois do mundo, era o Punk Rock, um estilo que

Sex Pistols

Sex Pistols,Punk Rock na veia.

abordava questões políticas e sociais, tais como desemprego, pobreza e a vida urbana. Com o claro objetivo de chocar abertamente o sistema e os costumes britânicos a banda Sex Pistols em alto e bom som tocava a irônica “God Save The Queen” e a contestadora “Anarquy In The Uk”. E com uma atitude “faça você mesmo” esse movimento deixou um enorme legado para as próximas gerações que vai muito além da música.
Aí veio os anos 80 e o uso massivo dos sintetizadores, a popularização de bandas como U2, The Police, Duran Duran e várias outras, e nascimento da MTV (emissora que popularizou os vídeo- clipes e redefiniu os rumos da promoção de artistas e de bandas). Aqui em terras tupiniquins foi nessa época que o rock se popularizou, misturado o gênero com ritmos daqui, o rock brasileiro criou uma identidade única, apresentou-se ousado, contestador e multifacetado. Bandas como Legião Urbana e Plebe Rude abordavam temas sócio-políticos e Cazuza (ex- Barão vermelho) falava da decadência da política, e foi ele o primeiro artista brasileiro a declarar publicamente que era soropositivo, ajudando assim a criar consciência em relação à doença e os efeitos da AIDS. E ainda tem o irreverente Ultraje à Rigor, o pós-punk Ira!, os paulistas do Titãs e muitas outras que ajudaram a propagar o gênero por aqui.
Com letras sarcásticas e depressivas do grunge fazia a cabeça da galera no começo dos anos 90, temas como apatia, tédio, confinamento, introspecção, desejo pela liberdade e alienação social eram os mais freqüentes. O grunge se difundiu rapidamente por falar o que os jovens dessa geração sentiam, possuía um aspecto desafiador, despreocupado e antagônico a cultura pop da época. O grunge (que alguns dizem ser o último grito do rock) era a música dos oprimidos, pessoas que repudiavam a popularidade, a beleza artificial, o consumismo exagerado e etc.

O Rappa banda engajada.

O Rappa uma das bandas engajadas.

E hoje? De fato o rock perdeu muito da sua força e do seu caráter social, mas, ainda existem bandas que além de passarem mensagens conscientes na sua música usam sua influencia como personalidades famosas para ajudarem na construção de uma sociedade melhor. Podemos destacar o caso da banda irlandesa U2 e dos armeno-americanos do System Of A Down, aqui no Brasil é a banda O Rappa que levanta a bandeira do engajamento social.
E não podemos deixar de ressaltar a sua importância no campo da comunicação, um estilo musical que nasceu no submundo, nasceu de um povo marginalizado que precisava gritar alto para ser ouvido, um tipo de música que se firmou como o canalizador das idéias contestatórias dos jovens, frente à insatisfação com o sistema cultural, educacional e político. E o rock é o ritmo que dita esse tipo de comportamento até hoje.
Viva o rock baby. Rsrsrs.

Valeu galera!!! Até a próxima.





Ética na comunicação

17 07 2009

Por Ramon Kenny (2º Semestre – FAPAN – CSPP)

Ética…

Em meio aos atos secretos, em meio ao “tô me lixando pra opinião pública”, vamos vendo exemplos do que é não ter ética. E o quer seria essa tal de ética, na comunicação, por exemplo?

A comunicação deve ser compreendida, antes de tudo, como uma necessidade, pois se temos fome, buscamos alimento, se estamos sentindo alguma dor, procuramos um médico. E é o ato de se transmitir, passar informação, ideias, desejos, anseios, e tudo mais que quem emite a mensagem queira passar a quem vai recebê-la. Mas e a ética, entra em que momento? A meu ver, na veracidade das informações que você vai repassar (ou tentar) para seu receptor ou receptores. Agora eu jogo a pergunta mais direcionada pra você que lê: existe ética nos meios de comunicação da nossa capital?

Como diria meu camarada Einstein, relativo… relativo. Aqui na Cidade das mangueiras existem dois grandes grupos políticos, o grupo ‘O’ e o grupo ‘J’ (óbvio né!?) e uma mesma informação é passada de forma diferente nos dois meios: seria isso ético? falta de ética? ou simplesmente é pra atender aos interesses de cada grupo, de modo a continuarem sua hegemonia regional? Haveria, olhando por outro lado um dado ‘agendamento’ no enfoque as notícias por cada grupo, de modo que sempre sejam esses grupos que dominem os meios de comunicação da capital (jornais, rádios, tv’s) e mantenham este domínio? Existindo assim, uma espécie de acordo quanto à linha de atuação de cada empresa, de modo a manter suas receitas?

Agora falando sobre as grandes redes que detém os meios de comunicação nacional, será que também eles fazem isso? E se fazem, será que é ético?

Bem, eu considero que pra ser ético, antes de tudo, precisa ter caráter, e entenda-se caráter por assumir o que pensa o que faz, e respeitar a opinião contrária, e assumir os próprios atos.

Bom, tem muitas colunas que jornalistas escrevem e não assinam, só pra dar exemplo e não me alongar, eu não preciso dizer o que eu penso né? E você? Antes de querer ser esclarecedor, eu quero é provocar debates, confronto de ideias, de pontos de vistas, afinal, não sou dono da verdade, mas acredito que através de debates podemos chegar em um lugar próximo não de definir o que ética,mas de buscarmos meios de comunicação com atitudes éticas.





“O final você decide” (risos)

11 07 2009

Por Acauã Pyatã (em fim… CS2P34 – CSPP – 2º semestre)

Enquanto escrevia a página do editorial, fui velado a refletir sobre várias coisas que ao longo do ultimo semestre pude observar no curso de comunicação social, seja em qualquer uma de suas habilitações, não somente na FAPAN, mas em todo as as instituições de ensino superior particulares, pelo menos de nossa cidade,e então me recordei de outros três artigos que já havia escrito aqui em outras oportunidades, são eles:

Estes três artigos discutem a questão da comunicação como um elemento em uma perspectiva não mercadológica e mais humanística, e fazendo este aparato de reflexões e de elementos que agora,

reflexao

após a edição do editorial deste blog, me ocorreu que é a hora de falar de um tema importantíssimo, que mutias vezes passa desapercebido, que é a qualidade da formação do comunicador.

Antes de começar, acho importante primeiro determinar o significado das palavras chave: qualidade, formação, acadêmica, mercadológico e humanístico. Qualidade se refere ao conjunto de características que atribuem um valor positivo a algo, formação afere a condição de se construir algo ou alguém, mercadológico diga-se de forma clara e enxuta: vendas e lucro, por fim, humanístico remete a condição do ser humano de ser humano e perceber tal humanidade de seus pares. Agora que já deixamos isto claro,pensando vamos ao que interessa.

Observamos que na atualidade a comunicação é a chave base que faz o mundo girar, sendo o principal canal em que flui a economia mundial, que diga-se de passagem, se dinamiza a medida que a comunicação e tecnologia evolui, sendo desta forma a comunicação vista como algo de domínio extremamente mercadológico, onde a exemplo especialmente da publicidade e propaganda, nossa competência aqui, existe o mito errôneo de que publicidade e propaganda é simplesmente através de métodos que proporcionem anúncios possa se obter lucro através da venda de tais produtos e serviços. Um erro estúpido e cabal.

Esse texto que é a comunicação, inserido nesse contexto estritamente capital e mercadológico causa reflexo direto na forma como a acadêmia reage no momento de formar os futuros comunicólogos habilitados para jornalismo, publicidade e propaganda, multimídia, relações pública, rádio, tv e cinema e etc. Podemos observar hoje, que em nossos cursos, não somente de comunicação mas é aqui o que é instrumento de discussão, a priorização da formação de profissionais voltados para atender o mercado de trabalho, com cursos em que se contempla em sua carga horária semanal horas de aula em que a técnica são fundamentais como por exemplo: ambientes de marketing, jornalismo institucional, técnicas de fotografia e outros, acabando assim por se dar menor importância a matérias que no mínimo são tão importantes como: psicologia, antropologia, sociologia, realidade socio-econômica e prisaopolitica da região, e claro, não posso deixar de referir, disciplinas voltadas para a questão do homem amazônico e o meio social em que ele vive.

Muitas vezes alguns alunos se perguntam: “Pra que eu vou estudar sociologia ou antropologia?”, “de que isso vai me servir na hora de faze rum comercial? De produzir uma peça?”. Bom, eu nem precisaria responder, mas devo. Tendo em vista que primeiramente a acadêmia, antes de mais nada, não é um lugar que prioriza a formação de profissionais, mas sim um berço (em teoria deveria ser) de mentes pensantes, criticas, livres, abertas e em especial, que ampliem e melhores conhecimentos já existentes, ao ponto de gerar até mesmo novos conhecimentos, teorias e métodos. O espaço de uma universidade e/ou faculdade é um local para que as pessoas expandam seus horizontes, e não o limitem. Fazer propaganda é muito mais do que vender produtos e serviços, ou fazer propaganda institucional, é acima de tudo difundir ideias e conceitos. Imagine você até onde pode ir a qualidade de uma propaganda produzida por um publicitário que conhece e é sensível a realidade em que as pessoas naquele meio em que o anuncio será veiculado se insere? Que proporções pode tomar o alcance do ato de comunicar, quando simplesmente a técnica é suplantada pela sensibilidade e o olhar diferenciado acerca daquilo que justamente toca e interessa as pessoas? Quando você compreende como eles sentem, pensam e principalmente, como repousam seu olhar acerca do mundo que os rodeia, e como eles se relacionam com ele e como deixam-se ser construíveis por esse meio, você simplesmente terá a capacidade de comunicar a estas pessoas, cada um destes, seres individuais com características e sentimentos próprios, aquilo que vai muito além de imagens e enunciados, mas que transpasse as barreiras do simples olhar e entender e se traduza em sentimentos internalizados que diga tudo sem ao menos precisar ser explicado, produtos e serviços? Não! Conceitos e ideias.

Eu pessoalmente deposito minha opinião pessoal totalmente contra a formação mercadológica em nossas IES, pois se olharmos a comunicação como ela é de fato, e suas diversas habilitações, como uma liberdadeciência SOCIAL, como a própria nomenclatura do curso faz questão de gritar: comunicação SOCIAL, vamos perceber que não é a disciplina de marketing, nem de composição e projetos gráficos, nem de produção de texto publicitário que nos dará tal capacidade, mas sim as de filosofia, sociologia, antropologia, psicologia e similares, que nos possibilitaram usar as disciplinas técnicas como instrumento efetivo de contemplação social da comunicação e do comunicólogo.

Tendo em fim este ponto como base, sinto-me totalmente seguro para tecer a afirmação pessoal que irei dividir agora, opinião pessoal minha, que pode ou não ser considerada por vocês caros leitores: A comunicação como elemento social, que é o que é, é composta por um conjunto de elementos que tem apenas um alvo, o ser humano no meio em que convive e seu constante aperfeiçoamento através do ato de compor seu meio e de ser composto por ele, logo, através do ato de comunicar algo e ser receptor de uma resposta desta mensagem a qual passou ao seu meio, e vice e versa, ficando a questão mercadológica apenas como um mero elemento consequente. Dinheiro? Sucesso? Visibilidade? Prêmios como Cannes? Isto tudo é importante, contudo, não é o principal, pois o principal se revela no ato do comunicólogo, como pesquisador e estudante do fenômeno eterno e infinito que ´a comunicação, acabar por compreender como isto pode ser elemento de primazia e aperfeiçoamento humano e social, sendo as demais coisas, apenas meras consequências de um trabalho bem sucedido com base no objeto da comunicação, o homem e sociedade.

O meio acadêmico, durante toda a historia da humanidade tem sido baluarte e berço de grandes descobertas e evoluções para a raça humana, e ao desassistir a formação humanística em detrimento a uma doutrina capital em favorecimento ao mercado de trabalho, acaba-se por negligenciar pesquisa e extensão, impedindo a produção de novos conhecimentos, o que infelizmente hoje é uma realidade.

estudanteCompete a cada estudante de comunicação decidir entre as duas opções: ou você fecha os olhos e se importa com você e seu pedaço mediócre de papel no final do curso, que simplesmente não define nada, ou você realmente desperta para as possibilidades de descobertas que a comunicação pode proporcionar, onde você trocará algo com o meio, e este meio responderá positivamente também trocando algo com você, o que te fará crescer e ser uma pessoa melhor. Por mais que a sociedade te force a caminhar nessa corrida sedenta por um pedaço de papel que chamamos de dinheiro, o dinheiro não tem mais valor que ideias e conceitos, que ideais e personalidade, a não ser que você decida que tais características que você possua estejam a um valor menos significante que um pedaço de papel. O dinheiro de nada vale, se não puder ser utilizador com sabedoria, e sabedoria não se tem, se constrói ao longo de toda a vida, se constrói com troca e recebimento de informações com o meio em que se vive, em suma, se constrói com comunicação, quem vai te formar mais um publicitário ou quem sabe “o comunicólogo”, é você mesmo, não disciplinas ou pessoas. Mas você já sabia dessas coisas não é?

Enquete

É um projeto de reforma curricular dos cursos de comunicação social, reduzir a graduação de 04 (quatro) anos para 03 (três) anos e meio, com isso se daria maior visibilidade as matérias de cunho técnico e se enxugaria as matérias de cunho mais socio-humanisticos.