Primeiro passo rumo a direção de criação

28 09 2009

Por Acauã Pyatã (CS2P34 / Darwin – 2º Semestre)

criacaoDepois de um tempo sem escrever devido estar ocupado com questões pessoais e com a direção e curadoria do encontro de cinema (falarei sobre ele em artigo posterior juntamente com os meninos), decidi dar continuidade a temática dos últimos artigos publicados aqui por Junior Mesquita e Willy Renan, ambos sobre o cotidiano e universo dos profissionais de publicidade que labutam no departamento de criação, como já contemplado por Mesquita, como o coração de uma agência, justamente onde a magia acontece. No artigo de hoje irei dialogar diretamente com estudantes que sonham em um dia se tornarem diretores de criação, e dividir um pouco de minha experiência na direção de criação de peças e campanhas com os mesmos, um caminho nada simples que exige muito do pretenso candidato a esta vaga.

O primeiro passo para se tornar um bom diretor de criação (isso mesmo, um bom, porque ser diretor de criação não significa que você seja realmente bom, afinal “puxar saco” ainda da certo”) o primeiro passo com os dois elementos básicos para qualquer um que deseje trabalhar com criação em publicidade, e observe que ao me referir como o básico, entenda-se como sinônimo de indispensável e essencial para se ocupar até mesmo a função de arte finalista. Ora, são estas tópicas a dupla habilidade/criatividade e técnica:

  • Criatividade/habilidade: É nesta tópica que o verdadeiro potencial de um publicitário de criação e pretenso diretor de criação se monta e configura. Podemos definir criatividade/habilidade como a capacidade do individuo de gerar ideias, ter vislumbres e sacadas rápidas daquilo que deve realmente ser feito e visualizar as possibilidades macro e micro ambientais , sintetizando uma ideia a fim de ter o ponto inicial para começar a desenvolver a proposta, ao passo que ai se configura a habilidade como o fator criativo de saber organizar esse “brainstorming” pessoal e com base nisso, projetar na técnica a performance para gerar o produto final.

  • Técnica: A técnica é a capacidade de saberes teóricos e práticos sobre as ferramentas que iram possibilitar o profissional de criação a tornar aquilo gerado pela habilidade/criatividade concreto. É no mínimo esperado de um arte finalista (função mais baixa e básica de um departamento de criação) o domínio das seguintes técnicas e softwares: básico em ilustração, boa noção redação, composição, projetos gráficos, Adobe Illustraitor e/ou Corel Drawn, Adobe Photoshop e Lightroom, Adobe InDesigner. Também são desejaveis e bem vindo quando possível conhecimento em softwares e técnicas próprias para web como as adequações de criação para projetos web, Adobe Dreamweaver, Adobe Fireworks e Adobe Flash com seus complementares como Swish Max e etc.

Algo importante de lembrar é que não serve de nada fazer toneladas de treinamentos em informática, e quem sabe conseguir o domínio minimo dos softwares se você não tiver criatividade/habilidade para gestar ideias que possam ser de fato boas sacadas, assim você nunca passará de arte finalista e jamais sequer passará para o próximo nível que é o de redator publicitário ou diretor de arte, que é o que separa você da tão sonhada direção de arte, contudo, não se empolgue, pois por mais que você se julgue criativo, se você não tiver domínio da técnica, nem criatividade2mesmo ao primeiro degrau você terá acesso, que é o de arte finalista, lembre-se: ambos são fundamentais e indispensáveis, um sem o outro não vai te levar a nada.

Acho muito importante reforçar também que para se chegar a direção de arte é necessário bagagem, no sentido de acumular experiência e tempo de trabalho para poder ter toda a carga necessária para ocupar com segurança simplesmente a função mais importante em um departamento de criação, pois embora seja uma função mais administrativa e gestacional, o diretor de criação tem que ter a competência para entender minuciosamente todas as fases do processo, desde a chegada do briefing de atendimento ate as várias fases do processo no indivíduo e pelo departamento de criação, para garantir que se algo sair errado ou algum imprevisto no meio do processo sair errado, como o arte finalista ficar doente, o diretor de arte ou redator sofrerem um acidente fatal, ele possa retomar pessoalmente o trabalho até a vaga ser novamente retomada, isso quando em agências menores, ele mesmo desempenha o papel de criar e aplicar a técnica no processo.

Posso também dizer que nesse processo o interessante é que habilidade e criatividade são dons inatos, você não nasce com eles, algumas pessoas tem maior facilidade para desenvolver tais faculdades, contudo, nada que não possa ser superado pelo esforço e dedicação, assim como qualquer outra coisa.

Boa sorte na caminhada rumo a direção de criação, se você tiver alguma duvida, e só perguntar, embora eu não tenha uma vivencia de agencia vasta, várias pessoas que leem esse blog, como o Mesquita, que possuem a mesma, poderão contribuir de forma muito efetiva nesse contexto. Aguardo os comentários com as questões, se houverem claro. Até a próxima.

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